Página oficial do longa-metragem documental "Lá no Céu Canta os Anjo, Aqui na Terra Canta Nóis", que retrata o universo sócio-musical das Companhias de Reis do Sul de Minas Gerais. Página oficial do longa-metragem documental "Lá no céu canta os anjo, aqui na terra canta nóis", de Rafael Marin.
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"E, tendo nascido Jesus em Belém de Judéia, no tempo do rei Herodes, eis que uns magos vieram do or
iente a Jerusalém dizendo: Onde está aquele que é nascido rei dos judeus? (Mateus 2: 1-2)
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“Terno de reis”, “terno dos santos reis”, “reizado”, “folia de reis”, “festa de reis” e “festa dos santos reis” são alguns dos nomes utilizados nas diversas regiões do país para se referir a festividade de culto e adoração aos magos descritos no início do segundo capítulo do evangelho segundo São Mateus. No sul de Minas Gerais, os foliões (como são conhecidos os devotos que saem pelas ruas cantando e simbolizando o trajeto feito pelos magos através do deserto) geralmente utilizam o termo "festa de santo reis" para se referir aos doze dias da festividade de culto e adoração aos magos do oriente, que se inicia no dia 25 de dezembro e vai até o dia 06 de janeiro, data em que é comemorado o "Dia dos Santos Reis" segundo o calendário do catolicismo popular. Do ponto de vista histórico, a festa tem sua origem atribuída à Península Ibéria (para alguns em Portugal e para outros na Espanha), podendo ser encontradas referências a celebrações populares ainda mais antigas. Aqui no Brasil a festa é celebrada no dia seis de janeiro e finda os doze dias de festividade que tem início ainda na noite de Natal, com os preparativos para o giro das companhias. O giro se inicia na manhã de Natal reunindo os foliões na casa de algum devoto, de onde eles seguem para os bairros e para as zonas rurais da cidade andando pelas ruas, cantando e tocando seus instrumentos para cumprir as promessas dos devotos do santo e levar suas bênçãos. Enquanto percorrem o trajeto, os foliões aguardam que alguns devotos os convidem a entrar e cantar os hinos de reis dentro de suas casas em frente ao presépio, que sempre é montado nas casas nesta época do ano, momento em que os anfitriões da companhia pagam suas promessas e pedidos feitos ao santo durante o ano, beijam a bandeira com a imagem do santo e a esfregam sobre a cabeça para receber suas bênçãos. Como forma de agradecimento ao santo pela visita os devotos geralmente ofertam às companhias de reis algo para ser utilizado na festa que será realizada dia seis de janeiro: um frango, um porco, um café, um pedaço de bolo, alguma quantia em dinheiro ou mesmo um copo de água, para que a companhia possa seguir a jornada com seus foliões alimentados. Os foliões então cantam um hino em forma de agradecimento pela oferta e de lá seguem para outra casa, levando as bênçãos do santo para outros devotos.