16/01/2026
A decepção dói porque quase nunca vem de inimigos. Dos inimigos, a gente já sabe o que esperar. Ela dói porque vem de quem amamos, de quem nos dedicamos, de quem a gente espera, no mínimo, reciprocidade. E quando, além de não haver reciprocidade, essas pessoas ainda agem como se o inimigo fosse você, a dor f**a maior ainda: não é só ausência, é inversão. É como se o seu gesto de amor virasse exagero, como se a sua sinceridade virasse afronta, como se a sua presença virasse incômodo.
O único aprendizado que consigo tirar, e a única coisa que, de fato, me conforta, é perceber que essas decepções, depois de tanta oração, mudança de hábitos e esforço real para me aproximar de Deus e do que é certo, não são aleatórias. Elas têm propósito. São o método que Deus está usando para me fortalecer, para me dar discernimento e para me ensinar, com clareza, onde eu devo estar e com quem eu devo caminhar. E, ao mesmo tempo, Ele vai me libertando de querer aquilo que Ele não quer para mim.
E é assim que Deus vai me guiando: colocando luz onde eu insistia em apagar, mostrando o que eu tentava justif**ar, encerrando ciclos que eu prolongava por apego. Mesmo que doa, Ele vai me ensinando a soltar sem ódio, sem escândalo, sem vingança, apenas com paz e discernimento. A deixar cada pessoa no lugar que escolheu ocupar, e a me retirar dos lugares que não me pertencem.
Porque existem espaços que não me fazem bem, não me curam, não me elevam e não me levam para onde Deus quer me levar. E, por mais que eu ame, eu não posso chamar de amor aquilo que só aparece quando é útil. O caminho de Deus para mim é inteiro e eu estou aprendendo a caminhar nele, de cabeça erguida, com fé, firmeza e paz.