12/01/2026
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aposta em vitórias no campo da política externa para coletar ganhos eleitorais em sua campanha de reeleição. Na visão de aliados e analistas ouvidos pelo Metrópoles, episódios como a reversão do tarifaço, a formalização do acordo comercial entre o Mercosul e União Europeia e a resposta à crise na Venezuela podem virar trunfos para alavancar a popularidade do petista em ano eleitoral.
Nessa sexta-feira (9/1), o bloco europeu enfim ratificou o tratado que estabelece a redução de tarifas e barreiras comerciais entre as regiões, após mais de 25 anos de negociação. Autoridades europeias e sul-americanas devem se reunir, na próxima semana, para assinar o acordo.
Lula defendia que a medida fosse finalizada até dezembro do ano passado, durante a presidência brasileira no Mercosul. Em meio a um impasse entre europeus, porém, a decisão acabou adiada. Mesmo nesse cenário, a avaliação é de que o petista conseguirá colher frutos, já que foi um grande fiador do avanço dessa proposta.
Depois da ratificação, o chefe do Executivo classificou a medida como uma “vitória do multilateralismo”, citando o aumento do “protecionismo e unilateralismo” no comércio mundial, em referência às ações do governo dos Estados Unidos, de Donald Trump.
“Em um cenário internacional de crescente protecionismo e unilateralismo, o acordo é uma sinalização em favor do comércio internacional como fator para o crescimento econômico, com benefícios para os dois blocos”, escreveu o presidente em nota.
Outro fator visto como positivo para a campanha de reeleição de Lula é a resposta às tarifas impostas pelo governo norte-americano a exportações brasileiras. Na avaliação de auxiliares do petista, a postura em defesa da soberania e da democracia brasileira foi bem recebida pelo eleitorado. Além disso, a direita se desgastou ao entrar em uma campanha pela aplicação das taxas e sanções contra autoridades brasileiras.
➡️ Leia mais no metropoles.com
🤳