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O projeto cinematográfico intitulado “FÉ EM DEUS” conta a história de dois irmãos, que vivem numa comunidade carente, sob a tutela da mãe, que tomam rumos opostos na vida. Ambientado no contexto socioeconômico que é realidade para uma grande maioria de brasileiros, FÉ EM DEUS, tem como pano de fundo as relações humanas, familiares, e religiosas e econômicas, em lugares onde imperam as condições precárias de habitação, serviços públicos, escassez de oportunidade de trabalho e educação. Prova disso, é que a favela é ambiente denominado pelo IBGE como conjunto de residências em condições subnormais.
A atividade cinematográf**a brasileira, desde a década de 1990 vem jogando luz sobre a realidade de vida das pessoas que vivem nas favelas, sob condições de privações, onde, há domínio de grupos criminosos que buscam o controle local: não existe vácuo de poder. Por muitas vezes, tais grupos afrontam o Poder Público, impondo comportamento violento contra os moradores e desafiando forças policiais, que buscam restabelecer a ordem, a paz e o bem-estar social nas comunidades.
Neste cenário, FÉ EM DEUS vem à esteira de grandes sucessos do cinema brasileiro como TROPA DE ELITE, CIDADE DE DEUS E ALEMÃO, ratif**ando a necessidade de promover a reflexão de ideias e visibilidade das questões que envolvem a vida nas comunidades e nas cidades em geral. Destacando-se pelo enfoque na fraternidade e no amor familiar, que precisa ser redescoberto a fim de que sejam superados os dramas pessoais e conflitos, pelos quais, os personagens precisam atravessar.
A fim de preservar a imagem das pessoas e da Cidade, as áreas escolhidas como SET DE FILMAGEM para a ambientação fílmica no Município de Piraí, contarão com locações onde não serão identif**ados bairros, distritos, nomes próprios ou apelidos de comunidades, sendo a captação audiovisual destinada a construir o lugar fictício que tem correspondência com a vida real.
ARGUMENTO
Ana Lúcia é uma jovem mãe solteira que encontra dificuldades para criar seus dois filhos pequenos numa comunidade carente. Ela está desempregada e depende do seu pai, Bira, um motorista de ônibus em fim de carreira que vive com pouco mais de dois salários mínimos. O filho mais novo de Ana Lúcia é fruto de um relacionamento com Celinho, o chefe do tráfico da comunidade e isso deixa Bira contrariado. Para manter os netos longe do submundo, ele recusa de todas as formas que o traf**ante ajude a sua filha e aos seus netos, mas a situação em que vivem de pobreza extrema leva Ana Lúcia a tomar uma decisão pelo bem das crianças. Ela sai de casa e vai viver em outra dentro da mesma comunidade alugada pelo traf**ante e se torna a amante oficial dele. As coisas melhoram e os dois meninos recebem boa educação com o dinheiro que Celinho dá para Ana Lúcia. Embora o mais velho seja filho de outro relacionamento da jovem, o traf**ante trata-o como se fosse seu. Bira se mete numa dívida com um pastor evangélico que pratica agiotagem na comunidade e perde a sua casa por não conseguir quitar a dívida. Ele engole o orgulho e pede ajuda à filha que leva o problema para o traf**ante. O pastor é obrigado a devolver não só a casa de Bira, mas também, além de perdoar as dívidas dos moradores da comunidade, devolver todos os bens que retirou deles. O que o traf**ante não sabe é que por trás do pastor existem policiais corruptos que vão cobrar a dívida. Celinho acaba sendo morto pelos policiais corruptos e a família agora f**a a mercê do novo chefe da comunidade, Helinho Frajola, o segundo na hierarquia que quer ser dono de tudo que pertencia ao seu antecessor, até de Ana Lúcia. O sofrimento da família piora e eles conseguem escapar para outra comunidade. Anos depois os meninos crescem e o mais velho volta para vingar a morte do padrasto e tomar o comando da comunidade, enquanto o mais novo vira policial e tem a missão de impedir a violência no local. O destino irá colocar os dois em lados opostos.