Tomei Um Susto

Tomei Um Susto Análises e curiosidades de filmes e séries de terror, suspense e mistério

Grandes lutadores em diferentes épocas são atacados por monstruosas criaturas invisíveis em busca do oponente perfeito.P...
13/08/2025

Grandes lutadores em diferentes épocas são atacados por monstruosas criaturas invisíveis em busca do oponente perfeito.
Predador: Assassino de Assassinos é uma verdadeira montanha-russa de ação e ritmo, com cenas de combate intensas que misturam brutalidade e técnica. As animações, principalmente nos momentos de invisibilidade e nas lutas corpo a corpo entre os protagonistas e os Predadores, são visualmente impactantes e mantêm o espectador colado à tela. Há uma energia pulsante em cada sequência, sustentada por uma montagem que sabe ser frenética nos momentos certos. Os protagonistas — especialmente a guerreira viking Ursa (Lindsay LaVanchy) — têm um carisma que segura o roteiro mesmo nos momentos mais absurdos da narrativa.

E com esse novo capítulo, a franquia Predador continua a mergulhar no território da ação e ficção científica espacial e abandona de vez suas raízes no horror. Os elementos de suspense e isolamento do primeiro filme dão lugar a batalhas extravagantes, o que mostra que o medo de um monstro invisível agora virou a admiração por um universo em expansão. Pode não agradar aos puristas do original, mas Predador: Assassino de Assassinos entrega exatamente o que promete: adrenalina e novo rumo para a mitologia dos caçadores mais mortais do cinema.

Dirigido por: Dan Trachtenberg e Joshua Wassung

Disponível na Disney +

 Quinn (Katie Douglas) é uma garota recém-chegada à uma nova cidade e tenta se adaptar ao ambiente, mas rapidamente se v...
29/07/2025



Quinn (Katie Douglas) é uma garota recém-chegada à uma nova cidade e tenta se adaptar ao ambiente, mas rapidamente se vê no centro de um massacre orquestrado por um palhaço assassino que está indo atrás dos adolescentes locais.

A proposta sangrenta de Clown In A Cornfield, baseado em um livro lançado em 2020, funciona em um nível superficial: é divertido ver o caos se instaurando, algumas mortes são relativamente criativas e a estética do palhaço assassino é marcante o suficiente para render certas cenas de tensão. A direção faz o que pode pra explorar os clichês do slasher com alguma eficácia, mantendo o ritmo ágil e visualmente estimulante. Há, sim, um potencial latente em usar esse tipo de terror para falar sobre conservadorismo, repressão e choque de gerações — temas que estão lá, mesmo que de maneira pouquíssimo aprofundada.

O grande problema de Clown in a Cornfield é o desequilíbrio entre estilo e substância. O roteiro parece costurado com pressa, com personagens que tomam decisões incoerentes em momentos críticos e diálogos que muitas vezes estão completamente fora do tom. A motivação do vilão principal soa caricata demais até para os padrões do gênero, e enfraquece qualquer tentativa de comentário social mais sólido. Ao final, o filme se apoia no gore e em algumas cenas com gritaria e correria, mas não consegue fazer sua narrativa se sustentar de forma minimamente lógica. É um terror que quer ser inteligente, mas acaba sendo bastante raso — e com um palhaço que, ironicamente, não assusta tanto quanto deveria.

Dirigido por: Eli Craig

Indisponível nos serviços de streaming do Brasil

Endereço

Rua Dos Bobos, Número 0
São Paulo, SP

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