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01/12/2026
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Teresópolis num passado distante... Anos 40 😌

01/12/2026
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Teresópolis num passado distante... Trem chegando em Teresópolis nos anos 40. 😌😍

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02/21/2025
02/02/2025
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A ENCHENTE DE JANEIRO DE 1977

Wanderley Peres) Numa madrugada de janeiro, no verão de 1977, chuvas fortes trouxeram mais uma grande enchente a Teresópolis, ceifando as vidas de 28 pessoas, 15 de uma mesma família na “Lama Fria”, deixando cerca de 300 desabrigados. Então a tragédia com mais vítimas até 2011, a “enchente de janeiro de 1977” é lembrada como sendo a primeira enchente do governo Pedro Jahara, eleito em novembro de 1976 e que assumiria a prefeitura com a cidade em estado de calamidade pública, quatro dias depois das chuvas, experimentando outras cinco grandes enchentes ao longo de seu governo de seis anos, até 1982, condição que obrigou o governo municipal a convencer os órgãos federais a investir pesado em obras contra as enchentes em nossa cidade, desse esforço surgindo a substituição das pontes das ruas Francisco Sá e Duque de Caxias, inauguradas em 1978, as obras de dragagem dos rios que cortam a cidade e, ainda, a construção dos muros de gabião em diversos pontos do Paquequer e a abertura do túnel extravasor da Barra do Imbuí, obras concluídas no governo seguinte, do engenheiro Celso Dalmaso, que também durou 6 anos, de 1983 a 1988.

Era fim de noite de quinta-feira, 27 de janeiro, quando a inesperada chuva forte caiu sobre a cidade a partir das 3 horas da madrugada do dia 28, pegando a todos de surpresa, muitos morrendo dormindo. Antes de amanhecer o dia, em diversos cantos as notícias eram de mortes, inundações, desabamentos de casas, e toda sorte de destruição. Máquinas da prefeitura abriam acesso nas ruas interditadas em diversos bairros, e em toda parte voluntários buscavam encontrar vítimas debaixo dos escombros. “Na Lama Fria, por trás do Clube Caxangá, uma casa de alvenaria, construída ao lado de um corte na montanha, foi parcialmente levada pela terra que desceu e 15 pessoas ficaram soterradas, todas mortas. No Jardim Meudon, 3 barracos desapareceram na enxurrada, morrendo 8 pessoas”, informou a Luta Democrática em sua primeira página da edição do mesmo dia.

Na “Lama Fria”, final da Rua Santa Catarina, a casa do lote 11, construída por Manoel Martins Viana, de 63 anos de idade, foi uma das primeiras vítimas a ser arrastada pela lama que desceu a encosta. Além de Manoel morreram mais 14 pessoas de sua família, a esposa Zellna Maria Viana, de 43 anos, morreu abraçada aos filhos Sônia Regina, de 14 anos. Francisco Carlos, 15; Carlos Henrique, 18; e Afonso Celso, 10. Outros parentes dessa mesma família que foram mortos são: Maria Martins Viam, 53; sua filha Vera, 19; o marido, José Carlos, 22 anos; a filha do casal, Patrícia, 1 ano e a menina Roseli, de 13. Em outro cômodo da casa morreram o casal Jair Raposo Marques, de 22 anos e Valdéa Marques, de 20, além dos filhos Djair, de 4 anos e Marcos André, de 4 meses.

No Meudon, no mesmo barraco atingido peIa lama, morreram Iosana da Silva Fontes, de 3 anos; Creuza da Silva Fontes, 13; Laura Ribeiro, 6 e mais uma criança. No Perpétuo, mãe e filha foram soterradas, quando dormiam: Isolina Rezende, 31 e a menina Márcia, de 4 anos.

Na estrada Rio-Bahia, morreram Maria da Penha Monteiro, 17, Ana Elizabeth dos Santos, 19 e o filho Alexandre Marques, 1 ano, além de Antonio Marques de Assis, de 29 anos. No Barroso, morreu Adilson Cardoso da Silva, 14 anos.

No Bairro Barroso, entre vários desabamentos, com dezenas de desabrigados morreu o menino Adilson Cardoso da Silva, de 14 anos. “Ele não conseguiu correr, junto com os pais e seus 4 irmãos, sendo atingido pela terra que invadiu sua casa. A falta de agilidade, devido à idade, não permitiu que Escolástica Paim da Rocha, de 71 anos, se livrasse da montanha de lama que caiu sobre os fundos de sua casa. Outras pessoas correram e ficaram no meio da rua, sob forte chuva. A velha, que ainda tentou apanhar o retrato de seu falecido marido, foi tragada pela terra. Foi encontrada morta abraçada ao retrato”.

Enquanto a prefeitura era obrigada a usar da força policial para desocupar imóveis em iminente risco de desabamento, a sala do necrotério estava lotada de cadáveres e cheia de curiosos, e de familiares em busca de reconhecer as vítimas.

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