17/09/2025
A Iniciativa Poética esteve à conversa com a Lusa sobre as assimetrias na exibição cinematográfica
Tiago Santos defendeu que “a grande concorrência de uma sala de cinema é o sofá de casa”, apostando na curadoria personalizada para cada território. Rodrigo Francisco, coordenador-geral do Cineclube de Viseu, foi mais incisivo: “É urgente uma estratégia para o setor. Não é fácil contar o número de cidades neste país, e até capitais de distrito, que não têm acesso a uma oferta regular, previsível de cinema português, europeu, lusófono.”
Francisco desmistificou a relação do público com o cinema nacional: “É um mito que haja uma má relação do público com o cinema português. Faltam salas” - especialmente salas com programação contínua, 12 meses por ano. Cíntia Gil, da distribuidora Magenta, alertou para o modelo de apoios “caduco” do ICA face ao atropelo semanal de estreias.
Os três profissionais convergem: é precisa uma política cultural abrangente para democratizar o acesso ao cinema.
A Iniciativa Poética continua a trabalhar diariamente para aproximar o cinema das comunidades.
Há dezenas de concelhos no país, sobretudo fora dos grandes centros urbanos, em que só existe oferta de cinema, por vezes semanal, em auditórios, cineteatros, casas de cultura ou cineclubes em espaços de gestão autárquica.
Sabe mais: https://comunidadeculturaearte.com/programadores-querem-novas-estrategias-e-modelos-para-quebrar-assimetrias-nos-cinemas/