Apresento a Amélias Soluções com esse lindo texto do jornalista Claudio Ferreira.
“Se alguém diz que você é uma mulher Amélia, o que vai pensar? Mas, você sabe o que é uma mulher Amélia? Pela origem do termo e contexto de como surgiu, é uma expressão que toda mulher deveria se orgulhar. Amélia se transformou no estereotipo da mulher submissa, resignada e voltada exclusivamente para os afazeres do
mésticos. Algo de forma muito infeliz e errôneo, pois a origem é da música “Ai! Que saudades da Amélia”, um dos mais belos e executados sambas da história, composto por Mário Lago e Ataulfo Alves, em 1941. Para quem não sabe, a Amélia existiu de verdade e, curiosamente, podemos enxergar nela a mulher moderna de tripla jornada de hoje em dia. Quem inspirou os notórios sambistas foi Amélia Ferreira, uma lavadeira e faxineira que trabalhava na casa da cantora Aracy de Almeida, amiga de Lago e Ataulfo. Ao contrário do termo hoje em voga, Amélia não era apenas uma dona de casa. Ela era casada desde os 14 anos com o tipógrafo Pedro, e batalhava para sustentar os seus 13 filhos. Inclusive, segundo relatos de sambistas da época, a Amélia ia ao cinema, divertia-se no carnaval no bloco 'Não posso me amofinar', e marido a apoiava sempre por perto. Então como a Amélia Ferreira de jornada tripla virou a “Amélia” do samba? A origem, na verdade, não passou de uma brincadeira de Mário Lago com os seus amigos. Altamir de Almeida, irmão de Aracy, sempre quando surgia uma história de briga de casal, costumava brincar: “Ai, a Amélia! Aquilo sim é que era mulher! Lavava, engomava, cozinhava e não reclamava”. Mário Lago achava engraçada a frase de Altamir e sacou que dava um bom samba. Escreveu a letra e enviou para Ataulfo Alves fazer a música. E foi daí que surgiu o maior sucesso do carnaval de 1942, uma bela e simples homenagem a uma mulher com uma grande história de vida e de luta – e que nada tinha de submissa. Amélia é a representação de um povo daquele Rio de Janeiro antigo e, ao mesmo tempo, a percussora da mulher de quádrupla jornada: trabalha, cuida da casa, da família e ainda tem tempo para se divertir.
“Amélia era ótima pessoa, de uma dedicação sem limites. Era capaz de fazer qualquer sacrifício por sua família ou por qualquer pessoa que a ela recorresse. Tinha bom humor e não se aborrecia com as trapaças e dissabores da vida”, afirmou o próprio Mário Lago, muitos anos depois. De certa forma, o samba “Ai, que saudades da Amélia” também pode ser visto como um confronto de classes. Mário Lago, Ataulfo Alves e os outros sambistas da época viviam entre as rodas de samba nos morros cariocas e, ao mesmo tempo, conheciam as classes mais altas da sociedade daquele tempo. Por isso mesmo, eles podiam retratar a realidade social do Rio de Janeiro (e as mulheres) em suas obras, como fizeram com perfeição. Conviveram tanto com as “dondocas” da alta classe quanto com as bravas mulheres que tinha que cuidar da casa, filhos e marido praticamente sozinhas. Que saudades da Amélia” exalta a “mulher de verdade”, aquela que batalha de cabeça erguida contra todos os obstáculos da vida. Uma mulher que não “só pensa em luxo e riqueza”, mas alguém que o amor à família estava acima de todas as pequenas vontades. O samba não faz uma ode à beleza de uma determinada dama, não há conotação sexual, nem enxerga o sexo feminino como objeto. Apenas faz uma linda homenagem a todas as mulheres guerreiras, batalhadoras. A Amélia de Mário Lago e Ataulfo Alves virou erroneamente a “mulher submissa” em algum lugar do passado. Uma enorme injustiça a uma das mais belas homenagens que o samba fez para todas as brasileiras. Naquele Rio antigo, era algo muito raro uma mulher estar no mercado de trabalho. Basicamente, existiam dois tipos: as que batalhavam como donas de casa (e muitas vezes trabalhavam também nas casas das famílias ricas) e as “dondocas” que “tudo o que vê, quer”. A comparação “mulher submissa” e “mulher independente” não existia no Rio de Janeiro de Mário Lago e Ataulfo Alves. Ou seja, ironicamente, se você é uma mulher de dupla, tripla ou quádrupla jornada, que trabalha, é independente, cuida da família, estuda e tem afazeres que não cabem em apenas 24 horas, então você é a verdadeira “Amélia” de Mário Lago e Ataulfo Alves. Como canta o samba, a mulher de verdade!”
Por que Amélias Soluções? Duas Amélias (...) sonhadoras, batalhadoras e empreendedoras, num certo domingo em um almoço com amigos, conversando sobre projetos de vida eis que surge o assunto, empresa de prestação de serviços, com um sonho em comum e muita empolgação, marcamos a primeira reunião na mesma semana, nasceu ali a Amélias Soluções. Cada uma com seu trabalho, com sua família, com seus compromissos e um objetivo em comum, tudo fluindo, a Amélia Lirdes, muito empolgada querendo vender antes dos contratos estarem prontos, e a cada novo dia mais um passo é dado para a realização desse sonho, o sonho de ter uma equipe de profissionais especializadas em facilitar sua vida. Com o mesmo amor, dedicação, zelo e capricho que cuidamos de nossos lares, cuidaremos do seu.