Bergo Safety

Bergo Safety Empresa especializada em treinamentos e instalação de Linhas de Vida.

Dispositivos de Ancoragem: Diagnósticos, Projetos, Instalações e Inspeções, todos com emissão de ART. Treinamentos de todas as Normas Regulamentadoras do MTE,
Brigada de Incêndio e Primeiros Socorros.

Muito se discute no meio prevencionista sobre a importância, obrigatoriedade ou não de se instalar nos sistemas de ancor...
18/02/2022

Muito se discute no meio prevencionista sobre a importância, obrigatoriedade ou não de se instalar nos sistemas de ancoragem tipo C esses acessórios, para dirimirmos essas dúvidas temos que refletir sobre os impactos que uma sistema como esse recebe quando de uma queda de trabalhador, pois um dissipador tem a capacidade de servir como um amortecedor das cargas que serão geradas na linha e que irão diretamente para os pontos de ancoragem onde a mesma estará instalada, como podemos ver no quadro abaixo:

Considerando que temos que adotar por normativa o fator de segurança FT=2, é importante que as cargas geradas nos sistemas, sejam controladas, até porque muitos componentes não tem capacidade superior a 3000kgf, e no caso dos exemplos de 12m e 18m já estariam fora de padrão, comprometendo assim a legalidade do sistema.

Quanto menor for o tamanho da linha, maior será a carga gerada no sistema e um dissipador de energia nesse caso é fundamental para amortecer as cargas geradas; de outro lado temos as cargas geradas sobre o trabalhador, que por norma não pode ultrapassar 600kgf, ai entra em cena o absorvedor de energia do talabarte ou do trava quedas retrátil.

Se um sistema de ancoragem for bem dimensionado, a linha e o equipamento de proteção forem dotados de dissipador e absorvedor de energia, com certeza a integridade do sistema e do usuário estarão garantidos, com a vantagem de oferecer além da proteção, uma vida útil maior ao sistema de ancoragem.

A ajuda de um especialista na área para ajudar na escolha do melhor equipamento e do projeto que melhor atenda a sistemática de trabalho, são fatores fundamentais no desempenho do sistema.


Recentemente estive fazendo uma palestra em um evento comemorativo de um Sindicato ligado à classe dos operários da Cons...
14/02/2022

Recentemente estive fazendo uma palestra em um evento comemorativo de um Sindicato ligado à classe dos operários da Construção Civil; nele pudemos dialogar com os profissionais da área e debater algumas questões que vêm me preocupando na medida que as mulheres passaram a exercer de forma mais expressiva suas atividades nessa área que até então era quase exclusiva dos homens; meu enfoque no debate foi se realmente as medidas de segurança, mais especificamente a NR18, está adequada às mulheres.

Falo isso porque as condições sanitárias, a meu ver, não são adequadas às mulheres, quando pensamos no que diz o item 18.4.2.6 vasos sanitários 18.4.2.6.1. O local destinado ao vaso sanitário (gabinete sanitário) deve: a) ter área mínima de 1,00m2 (um metro quadrado); b) ser provido de porta com trinco interno e borda inferior de, no máximo, 0,15m (quinze centímetros) de altura; poderíamos destacar outros ítens dessa norma sobre o tema, mas acredito que esse já é suficiente para embasar minhas afirmações.

Quando pensamos em outros fatores que devem ser levados em consideração, como por exemplo - chegar em um local limpo e seguro para as mulheres amamentar - com certeza isso numa obra não seria fácil de se resolver, principalmente se pensarmos no desinteresse em investir na qualidade de vida dos colaboradores.

Os EPI’s são um outro grande entrave nessa questão de segurança, pois as medidas e dimensões dos mesmos, na grande maioria, não foram projetadas para o uso feminino; temos que pensar na mulher no mercado de trabalho de forma mais séria e ampla; a presença delas é fundamental para humanizarmos os ambientes de trabalho e melhorar em muitos aspectos, porém não podemos simplesmente trazê-las para dentro de um ambiente laboral com características mais agressivas, sem antes dar condições mínimas de segurança e bem estar.


Desejamos a você um Feliz Natal, agradecemos pelo ano que está findando e por compartilharmos grandes momentos e conquis...
24/12/2021

Desejamos a você um Feliz Natal, agradecemos pelo ano que está findando e por compartilharmos grandes momentos e conquistas!
O nosso presente já foi dado, sua confiança! Que neste natal sua vida seja inundada de muita felicidade!

Parabenizamos a todos aqueles que doam seu tempo para o bem e cuidado do outro, estamos falando dos Técnicos em Seguranç...
27/11/2021

Parabenizamos a todos aqueles que doam seu tempo para o bem e cuidado do outro, estamos falando dos Técnicos em Segurança. Um parabéns em especial à nossa fantástica equipe que trabalha arduamente para entregar projetos de pura excelência!


Qual é a definição de altura? Diferentemente do que as pessoas acham, trabalho em altura não é só aquele desenvolvido ac...
04/10/2021

Qual é a definição de altura? Diferentemente do que as pessoas acham, trabalho em altura não é só aquele desenvolvido acima de um andaime ou há muitos metros de altura. De acordo com a Norma Regulamentadora nº 35 (NR-35), é considerado trabalho em altura toda atividade executada acima de 2 metros em relação ao piso. Então, retirar produtos em uma prateleira ou trocar uma lâmpada podem ser considerados trabalho em altura.
Além do óbvio, o risco de queda, pode ser grave ou fatal, então quais riscos que um colaborador que trabalha em altura pode sofrer? Depende. Vai depender da atividade que está sendo desenvolvida. E aqui entra a chamada Análise de Risco (AR), que irá considerar diversos fatores, entre eles:
O local onde está sendo executado o serviço (além do entorno e se está sinalizado e isolado), as condições meteorológicas e seus riscos, os sistemas de proteção, coletiva e individual, e se estão de acordo com as normas técnicas vigentes, as orientações dos fabricantes e os princípios de redução de impacto e dos fatores de queda, riscos de queda de materiais e ferramentas, riscos específicos de outras atividades que estão sendo exercidas em altura podem trazer para o trabalhador e se as normas regulamentadoras dessas outras atividades estão sendo respeitadas (caso de risco de choque elétrico, se utilizar solda ou máquinas de corte, exposição a gases e químicos).
A NR35 é um conjunto de requisitos mínimos que determina as medidas protetivas adequadas especificamente para o trabalho em altura, englobando o planejamento, a organização e a execução das tarefas. Seguindo todas as diretrizes apresentadas na Norma, as garantias de saúde e segurança de todos envolvidos na atividade serão maiores. A NR-35 então estabelece as responsabilidades que os empregadores e os empregados possuem para o desenvolvimento correto das atividades executadas.

O absorvedor de energia é parte integrante do elemento de ligação (talabarte ou trava-quedas), e para completar o SPIQ (...
30/09/2021

O absorvedor de energia é parte integrante do elemento de ligação (talabarte ou trava-quedas), e para completar o SPIQ (Sistema de Proteção Individual Contra Quedas) falta um item muito importante, o ponto de ancoragem.
Hoje vamos falar sobre o absorvedor de energia, porém pela ótica do ponto de ancoragem.
Quanto a resistência máxima suportada pelo ponto de ancoragem, ele deve ser capaz de resistir à força máxima aplicável, entretanto, esta força vai variar de acordo com três fatores, sendo eles: Massa corpórea do colaborador, fator de queda e absorção de energia.
Vejamos uma situação hipotética, onde um colaborador de 100Kg, utilizando um talabarte de 0,90 metros, sem absorvedor de energia, irá se ancorar em uma viga tipo H de 6 polegadas, com fator de queda 2 (dois). Considerando a aceleração como 10 m/s², esta equação pode chegar a uma energia máxima aplicada ao ponto de ancoragem de 1800Kgf ou 18N. Neste momento cabe avaliar se o ponto de ancoragem é capaz de resistir a esta força aplicável? Além disto, se o ponto de ancoragem for uma linha flexível, como uma linha de vida horizontal em cabo de aço, deve-se aplicar neste cálculo o momento de flexão da linha de vida (flexa), e considerar o potencial distribuído nas extremidades desta linha de vida, onde ocorre uma força chamada Momento, gerando um torque na ancoragem, onde o torque é uma grandeza vetorial que resulta do produto entre uma força aplicada perpendicularmente em um ponto e a distância da região de aplicação da força e o eixo de rotação. Assim, as forças aplicadas ao ponto de ancoragem podem ser potencializadas ao quadrado (T²) se a linha de vida for flexível. Logo, na situação hipotética acima, se considerarmos uma linha de vida flexível.
Horas, se agora sabemos da dimensão desta força, percebemos que o ponto de ancoragem deve ser protegido destas grandezas, logo conseguimos entender que o absorvedor de energia protege também o ponto de ancoragem.

O custo para realizarmos todas as adequações passa fundamentalmente pelo tempo que iremos investir no planejamento dessa...
27/09/2021

O custo para realizarmos todas as adequações passa fundamentalmente pelo tempo que iremos investir no planejamento dessa ação; cada empresa e cada processo que envolve trabalhos em altura, requer uma análise detalhada dos riscos inerentes e principalmente, qual é a dinâmica de trabalho.
Equipamentos modernos, sistemas inteligentes, tudo isso está a disposição dos profissionais de segurança, mas nada disso irá funcionar, se não envolvermos o ator principal.. O Colaborador! Abaixo irei listar algumas dicas importantes:
1-crie uma comissão envolvendo a C**A, COLABORADOR e SESMT;
2-faça um mapeamento completo de todas as atividades que envolvam NR35;
3-crie um cronograma de prioridades, baseado na frequência de uso e do nível de risco;
4- veja qual é a real capacidade e possibilidade de investimentos da empresa;
5-baseado no plano de investimentos aprovado, faça orçamentos somente dos itens considerados críticos X o investimento previsto;
6- leve em consideração não somente PREÇO, mas sim: A-empresas especializadas NR35, B- profissionais certificados, C- documentação apresentada; D- experiência em instalação NR35... com certeza, sua empresa no futuro bem próximo estará adequada!

Este item que é parte integrante dos talabartes e de alguns modelos de trava-quedas, ainda desperta muitas dúvidas. O ab...
27/08/2021

Este item que é parte integrante dos talabartes e de alguns modelos de trava-quedas, ainda desperta muitas dúvidas.
O absorvedor de energia funciona como um Airbag, ele atua durante a desaceleração de uma queda livre, ou seja, a lei da física diz que uma energia não pode ser eliminada, mas sim substituída.
Em estudos concluiu-se que o corpo humano pode sofrer danos graves em situações que envolva energia potencial cinética superior a 1200Kgf (12kN). Como os órgãos internacionais de proteção ao trabalho solicitam sempre um fator de segurança 2 (dois). Esta energia agora reduzida garante duas situações, primeiro, que o elemento de ligação e o cinturão de segurança não sofram deformações capazes de causar danos catastróficos, segundo que a integridade física do colaborador seja preservada.
Um outro fator a ser observado é que durante a desaceleração da queda livre, o absorvedor de energia sofre uma ruptura programada de filamentos, e assim um aumento de sua extensão. Este aumento deve ser considerado no momento do cálculo de zona livre de quedas (ZLQ). Assim, veja em nosso artigo que aborda a ZLQ (zona livre de quedas), onde o espaço mínimo requerido deve garantir que, após a queda o colaborador não sofra impacto contra objetos, máquinas, equipamentos, ou colida contra o chão.
Para finalizar, o absorvedor de energia é protegido por um invólucro, em sua maioria feito de material termoplástico (Lacre), que deve romper apenas após ocorrer uma queda livre, e somente com energias superiores a 200Kgf (2kN), assim, recomenda-se orientar o colaborador quanto a necessidade de preservação deste involucro, não sendo permitido cortar ou causar alterações no mesmo.


Essa talvez seja uma das grandes dúvidas dos profissionais de Segurança do Trabalho envolvendo a segurança em Usinas.Em ...
14/06/2021

Essa talvez seja uma das grandes dúvidas dos profissionais de Segurança do Trabalho envolvendo a segurança em Usinas.
Em 2017 recebemos esse desafio de um cliente desse setor e o que parecia pouco provável aconteceu: através de muito estudo e participação de uma equipe multidisciplinar, chegamos em uma proposta que com certeza resolveu essa questão e trouxe para os trabalhadores desse setor muito mais segurança na atividade.
Criamos um sistema de linha de vida agregado a um sistema de automação que permite a desaceleração da ponte rolante e a parada total quando se aproxima dos trabalhadores; esse sistema atende inclusive a NR12 e atua com duplo comando, permitindo assim, segurança total do sistema. ;

"A comprovada proficiência no assunto não significa formação em curso específico, mas habilidades, experiência e conheci...
04/06/2021

"A comprovada proficiência no assunto não significa formação em curso específico, mas habilidades, experiência e conhecimentos capazes de ministrar os ensinamentos" item 35.3.6 (essa é a definição na Cartilha editada pelo ME).
Aqui cabe uma pergunta... -um curso de 24,36,48h ou mais, até onde pode dar a experiência suficiente para uma pessoa leiga, passar conhecimentos dos itens práticos previstos?
Iniciamos 2013 nossos cursos de NR35 em SC, nossa equipe era composta 100% de Bombeiros, com atuação em resgate em altura; durante 6 anos, treinamos mais de 10 mil profissionais, principalmente na construção civil, numa parceria com o SECONCI de Florianópolis; Infelizmente, esse setor foi tomado por ofertas de capacitações sem qualidade, chegando ao absurdo de até ser ON LINE.
Participei de muitos mesas de debate, inclusive com autores da NR35, onde esse tema foi sempre tratado com muito cuidado, pois, não podemos aceitar que "cursos" , inclusive de formação de instrutores, sem que o participante tenha proficiência na área, possam formar pessoas que repassarão conhecimentos práticos de uma atividade que nunca exerceram, colocando ainda mais em risco o trabalhador.
Habilitar-se em Acesso por corda, é um ótimo começo! (ANEXO II NR35)

Pórtico móvel com altura 6m , braço articulável 180º medindo 1,5m.
26/05/2021

Pórtico móvel com altura 6m , braço articulável 180º medindo 1,5m.

Essa é com certeza, uma pergunta que fazemos quando se deparamos com mais de um trabalhador conectados a uma SPQ; ---ess...
25/05/2021

Essa é com certeza, uma pergunta que fazemos quando se deparamos com mais de um trabalhador conectados a uma SPQ; ---essa pergunta não é tão simples de responder, pois ela depende de diversos fatores, tais como:
1- a estrutura onde a linha de vida foi instalada, suporta tensões geradas em caso de queda de um ou mais trabalhadores?
2- componentes da linha, tais como: cabo de aço e demais peças que compõem o sistema, tem capacidade compatíveis em relação as cargas e tensões geradas?
3- qual é a metragem total dessa linha, pois quanto mais longa, menor será as tensões sobre as extremidades do sistema, pois a energia gerada no ponto da queda, irá se dissipando ao longo do percurso até atingir o ponto final, onde devemos sempre considerar a instalação de um dissipador de energia com medidor de tensão, preservando assim a estrutura de fixação.
Podemos concluir que para elaborarmos um projeto que garanta segurança os usuários, precisamos fazer uma análise das estruturas onde serão fixados os sistemas, elaborar um memorial de cálculos levando em consideração o número de pessoas que irão utilizar o sistema simultaneamente e conhecer a capacidade individual e coletiva de todos componentes.

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