15/11/2024
Cineclube Sala Escura - Sessão Latina Em Casa convida para a Sessão Homenagem a Leopoldo Torre Nilsson
Dia 25 de Novembro de 2024
Segunda-feira, às 18 horas
Instituto de Arte e Comunicação Social
Novo IACS / Sala Cine IACS
Campus do Gragoatá – Bloco J
Niterói - RJ
O Cineclube Sala Escura convida para a sessão em homenagem ao centenário de nascimento de Leopoldo Torre Nilsson, um dos mais importantes cineastas que ajudou a deflagrar o cinema latino-americano moderno.
"A mão na armadilha"
('La mano en la trampa')
Argentina/Espanha, 1961
P&B, 90min, legendas em Português
Direção: Leopoldo Torre Nilsson
Roteiro: Beatriz Guido, Ricardo Luna, Ricardo Muñoz Suay, Leopoldo Torre Nilsson
Fotografia: Juan Julio Baena, Alberto Etchebehere
Produção: Néstor Gaffet, Pedro Pereira, Leopoldo Torre Nilsson
Direção de Arte: Óscar Lagomarsino
Som: Mario Fezia
Montagem: Jacinto Cascales, Pablo G. del Amo, Jorge Gárate
Elenco: Elsa Daniel, Francisco Rabal, Leonardo Favio, María Rosa Gallo, Berta Ortegosa, Hilda Suárez, Enrique Vilches
Laura volta para a casa para passar as férias, após permanecer como interna em um colégio de freiras. Na mansão da família, vivem sua mãe e sua tia. Tudo parecia que seria apenas um verão entediante, mas Laura cresceu e começa a questionar o mundo à sua volta. Então, ela descobre um terrível segredo que a sua família esconde. Adaptado do romance homônimo de Beatriz Guido, o filme recebeu o Primeiro Condor de Prata de Melhor Atriz Coadjuvante e o prêmio da crítica internacional no Festival de Cannes.
Leopoldo Torre Nilsson, apelidado “Babsy”, é um dos mais importantes realizadores do cinema latino-americano, sendo considerado o fundador do cinema argentino moderno. Nascido em Buenos Aires, em 1924, foi criado no meio cinematográfico portenho, devido ao seu pai, o cineasta Leopoldo Torres Ríos, com quem colaborou de 1939 a 1949. A partir da segunda metade dos anos 1950, dirigiu uma série de filmes que criou um cinema novo argentino, revelando um rol de atores e atrizes que deram rosto a esse cinema moderno, como Graciela Borges, Elsa Daniel, Bárbara Mujica, Alfredo Alcón, Lautaro Murúa, Leonardo Favio, entre outros. Em 1961, foi premiado em Cannes, embora o seu longa 'La casa del ángel' (1956) já tivesse chamado a atenção da crítica francesa, sendo comparado a Ingmar Bergman e a Kenji Mizoguchi pelos 'Cahiers du Cinéma'. Foi uma referência chave para os cineastas do 'Nuevo Cine Argentino' ou Geração dos 60, dos quais alguns realizadores haviam trabalhado com ele, como Murúa e Favio. No entanto, apesar do rigor estético e do valor artístico de sua obra nunca ter sido questionado, Torre Nilsson não recebeu a simpatia de cineastas e críticos vinculados ao chamado 'Nuevo Cine Latinoamericano', uma vez que seus filmes não eram considerados políticos ou militantes, apesar de ter sofrido com a censura em suas últimas obras. Faleceu precocemente em Buenos Aires em 1978, aos 54 anos, vítima de câncer ósseo. A sua filmografia é incontornável para compreender uma página importante na história do(s) cinema(s) latino-americano(s). Como afirmou o pesquisador brasileiro Paulo Antônio Paranaguá, ao lado de Luis Buñuel, Leopoldo Torre Nilsson é o cineasta que realizou a passagem do “cinema de estúdio” para o “cinema de autor” na América Latina.
O Cineclube Sala Escura é uma atividade de extensão do grupo de pesquisa Plataforma de Reflexão sobre o Audiovisual Latino-Americano (PRALA).