Razão Inadequada

Razão Inadequada Não me sentiria digno de viver se não me sentisse digno de filosofar e, se não filosofasse, não me saberia tão vivo.

O site Razão Inadequada produz desde 2012 conteúdo independente e gratuito tratando de filosofia, psicologia, música, além de resenhas de livros, filmes, publicação de poesias e textos de atualidades. É uma via alternativa ao pensamento entronado, ao mainstream das ideias, aos textos formatados e às palavras de ordem. Uma postura inadequada é a nossa maneira de viver numa cultura de adequação. Ult

rapassando o campo virtual, organizou eventos de discussão em livrarias, publicou dois números de sua revista e também ministrou cursos e palestras didádicas sobre Nietzsche, Foucault, Deleuze e Espinosa. Partindo essencialmente do pensamento desses autores, o blog tornou-se uma referência importante na internet no que concerne à introdução de seus principais conceitos. Tendo concluído uma primeira etapa na construção do público e do material, o Razão Inadequada está agora focado na produção de outras mídias, na organização de grupos de estudos e na produção de cursos à distância

Nossos próximos encontros de terça-feira serão Leituras Dirigidas sobre a filósofa Judith Butler no livro “Desfazendo Gê...
25/09/2024

Nossos próximos encontros de terça-feira serão Leituras Dirigidas sobre a filósofa Judith Butler no livro “Desfazendo Gênero”. Seguem as datas:

01/10 - Introdução: Agir em Conjunto
08/10 - Fora de si: Sobre os limites da autonomia sexual
15/10 - Fazendo justiça a alguém: alegorias trans
22/10 - Pode o “Outro” da filosofia falar?

📖Por meio de Leituras Dirigidas queremos guiar os participantes diretamente pelo texto dos autores e autoras selecionados. Os encontros são diferentes das aulas expositivas dos Cursos e também das trocas horizontais do Grupo de Estudos. Aqui, o acesso muitas vezes difícil aos textos filosóficos é facilitado por uma leitura acompanhada de comentários que destacam os pontos mais importantes.

👥Os encontros acontecem ao vivo no Zoom meetings às terças feiras 19h. Eles f**am gravados e são disponibilizados, acompanhados também pelos respectivos textos em pdf.

⚠️Quer participar? Seja um assinante do Razão Inadequada, apoie nosso trabalho a continuar e receba benefícios como a participação nas Leituras Dirigidas!

link na bio, qualquer coisa é só entrar em contato

“O dizer-a-verdade sobre si mesmo, e isso na cultura antiga (logo bem antes do cristianismo), foi uma atividade conjunta...
10/12/2023

“O dizer-a-verdade sobre si mesmo, e isso na cultura antiga (logo bem antes do cristianismo), foi uma atividade conjunta, uma atividade com os outros, e mais precisamente uma atividade com o outro, uma prática a dois” – Foucault, A Coragem da Verdade

Essa prática necessariamente conjunta da manifestação da verdade – não como uma episteme, mas como força reconhecível, singularmente verdadeira, aleturgica – tem uma certa qualif**ação, acontece de tal ou tal maneira, responde a determinados critérios. É o que nos permite identif**ar formalmente os tipos de discurso e personagens implicados nessa relação. Etimologicamente, a parresia é a atividade que consiste em dizer tudo, uma espécie de fala franca. Logo, o parresiasta é quem porta o dizer-corajoso. É a primeira característica de sua fala: uma sinceridade pontiaguda, interferente.

Apesar de encontramos a palavra parresia às vezes associada aos tagarelas e línguas-soltas, o que nos interessa aqui é o seu sentido positivo, ligada àquele que diz a verdade sem ornamentos retóricos, sem reserva nem cláusula de estilo, sem dissimular, sem nada a esconder. E isso nos leva à segunda característica: para entregar-se totalmente ao que diz, o parresiasta é aquele que se implica totalmente no que pensa. Sua fala constitui efetivamente a sua opinião pessoal, seu pensamento toma corpo em sua verdade. O bom parresiasta não se confunde com o mau, pois ele não fala da boca para fora.

Gostou? Leia o texto completo, “Foucault - O Parresiasta”, disponível em razaoinadequada.com, link na bio.

A variação é um erro que ocorre na divisão celular, quando a informação do DNA – nossa biblioteca particular de informaç...
09/12/2023

A variação é um erro que ocorre na divisão celular, quando a informação do DNA – nossa biblioteca particular de informações sobre a vida – é copiada para a nova célula. Esta não é única maneira pela qual uma espécie varia, principalmente no caso daquelas que se reproduzem de forma sexuada. Mesmo assim, tudo indica que a mutação e a deriva são as formas primárias de variação gênica – e ambas acontecem além da determinação plenamente previsível.

Não é estranho que a vida precise incluir cuidadosamente o erro para que então haja a criação de novas espécies? Poderíamos dizer que, segundo a biologia, a grande diversidade de seres vivos que conhecemos se reporta à transmissão de uma informação que foi se modif**ando conforme passava de geração em geração durante bilhões de anos, como um longo telefone sem fio, a maior e mais ambiciosa brincadeira de comunicação que já existiu.

Vocês devem saber como funciona a brincadeira: a frase inicial é dita bem baixinho no ouvido de alguém, que passa adiante a ideia, que é logo transmitida seguindo uma fila de pessoas; conforme a mensagem avança, vão surgindo mínimas alterações, que aparecem segundo o que cada pessoa compreende e reproduz da mensagem que lhe chega. Quando o último da fila finalmente enuncia a frase em voz alta, ela se distorceu a ponto de dizer outra coisa! É assim que “Sócrates, o pai da filosofia” se transforma em “os hóspedes da sua tia”.

Talvez, assim como na brincadeira, a graça da evolução esteja nesse imprevisível erro que passamos adiante. Isso nos leva a perguntar: qual será o estatuto ontológico do erro? Dito em outras palavras, como avaliar a importância do desvio naquilo que somos? Indo ainda mais longe, como pensar a falha no pensamento? Afinal, será que existem erros que aperfeiçoam? Estas são perguntas que buscam uma legitimidade para o acaso dentro de um pensamento absolutamente determinista.

Leia também o texto “Um longo telefone sem fio”, disponível completo no nosso site, link na bio.

A tristeza é lucrativa. O PIB poderia ser medido pela tristeza. Sim, ela em suas várias qualidades, marcas, versões, edi...
07/12/2023

A tristeza é lucrativa. O PIB poderia ser medido pela tristeza. Sim, ela em suas várias qualidades, marcas, versões, edições: ódio, aversão, medo, melancolia, ciúme, desespero, remorso, raiva, arrependimento, comiseração, autoabjeção, humildade, inveja, pudor.

A tristeza, pela definição de Espinosa, é aquilo que diminui nossa capacidade de perseverar na existência. Quanto maior a tristeza, menor nossa potência de agir. Claro que cada um se esforça, tanto quanto pode, para afastar a tristeza, mas é inevitável que todos nós, em maior ou menor grau, sejamos afetados por ela.

Daí a grande esperteza (só que ao contrário) do homem: por que não gerir a tristeza? Afinal, ela um instrumento tão poderoso, ela curva as espinhas, dobra os joelhos, esfria as cabeças. Ela não é lucrativa apenas em termos econômicos, mas também políticos.

A tristeza, geralmente na forma do medo, é a ferramenta fundamental para manter o modo de vida servil. Os tiranos e teopolíticos, muitas vezes em conjunto, dependem dela para dominar as massas. O poder se mantém à base de tristeza.

Leia também o texto “Afetos (Bio)Políticos – Tristeza”, disponível completo na nossa terceira revista, Razão Inadequada No3. Faça uma assinatura e tenha acesso às nossas revistas!

Aos ouvidos de um filósofo de inspiração socrática, a frase pronta, que se repete sem pensar, soa como um convite para o...
06/12/2023

Aos ouvidos de um filósofo de inspiração socrática, a frase pronta, que se repete sem pensar, soa como um convite para o questionamento: ali, no meio de uma conversa banal, ele pode surgir fazendo uma pergunta destrambelhada.

Por mais que ele sinta algum prazer em ver o sabe-tudo embaraçado nas próprias ideias, sua intenção não é causar um tumulto gratuito, o que ele tenta é elevar os preconceitos à condição esguia dos conceitos. Questionando a imagem de um saber que se calcif**a em certeza, uma filosofia de inspiração socrática surge da aposta de que o conhecimento não é algo que se conquista definitivamente, mas um destino pelo qual passamos juntos – isso se formos capazes de pensar em conjunto, nos esforçando para transformar o senso comum em algo realmente comum, isto é, numa compreensão partilhada das ideias em jogo.

Neste sentido, um ditado popular é um prato cheio, porque uma frase mil vezes repetida começa a se parecer com uma verdade, e o filósofo sabe que a verdade não cabe em um conjunto de palavras. Ou seja, se há qualquer conteúdo verdadeiro naquilo que tanto se diz, só poderemos saber ao examinar – e o que é examinar? É submeter o objeto ao escrutínio do pensamento, a partir da própria situação em que foi enunciado, entre as pessoas que o trouxeram à tona.

Seria terrível tomar por certo algo que não fizesse mais do que nos acomodar a uma ideia preconcebida sobre o mundo, não é? A filosofia quer transformar aquele que pensa numa espécie de ourives, que analisa com cuidado para compreender o real valor daquilo que observa – e quanto mais pessoas estiverem dispostas a realizar esse trabalho, mais certeza elas terão sobre a avaliação que fazem.

Leia também o texto “Cada um não sabe o que faz”, disponível completo no nosso site, link na bio.

A filosofia deleuziana quer, antes de mais nada, fundar um plano de imanência radical, sem espaço algum para a transcend...
05/12/2023

A filosofia deleuziana quer, antes de mais nada, fundar um plano de imanência radical, sem espaço algum para a transcendência. Um plano completamente novo, passível de ser povoado por novos afetos. Um espaço onde os conceitos habitem em plena potência, um platô pleno, consistente.

É através do plano de imanência que nos orientamos no pensar, ele é o primeiro recorte do caos, ele opera as conexões entre os diversos conceitos que o habitam.

Se dissemos que os conceitos são elásticos, então precisamos dizer que o plano deve ser fluído. Um se ajusta ao outro. É apenas traçando um plano que é possível envolver a velocidade infinita dos conceitos. Não podemos esquecer, a filosofia cria conceitos para enfrentar o caos, para isso ela precisa erigir um plano que dê conta de tal tarefa sem perder o infinito.

Cada plano de pensamento selecionará uma parcela do movimento infinito. Sendo assim, cada plano erige para si uma imagem do pensamento, que por direito, selecionou para si.

Tudo está sempre relacionado com uma maneira de afetar e de ser afetado, a forma com a qual um corpo recorta as forças do mundo. Desta forma o plano de imanência vai se tecendo, como num gigantesco tear, procurando manter os enlaces de suas ideias.

Leia também o texto “Deleuze – o que é Plano de Imanência?”, disponível completo no nosso site, link na bio.

Nos acostumamos com a ideia de que determinados desejos são ofensivos, e de que nossas relações amorosas são muito fráge...
04/12/2023

Nos acostumamos com a ideia de que determinados desejos são ofensivos, e de que nossas relações amorosas são muito frágeis para que eles sejam colocados. Por esse motivo, passamos boa parte do nosso tempo juntos a disfarçar os interesses. Não que sejamos capazes de deixá-los completamente de lado: acabamos nos contentando com alegrias menores, distantes dos olhos dos outros, vividas em segredo, pelos cantos.

Acontece desses interesses envolverem afetiva ou sexualmente outras pessoas, mas acontece também deles se expressarem em experiências íntimas, sustentadas por ideias ainda frágeis demais para serem expostas aos outros. Assim, por medo de sair perdendo, preferimos consentir mentindo. Ao fazê-lo, entretanto, perdemos a sinceridade como princípio que faz das relações amorosas uma vivência compartilhada do mundo.

Para pensar a sinceridade, precisamos lidar com o fato de que, pela própria natureza da sociabilidade, a mentira acontece e, dada sua inevitabilidade, não podemos recorrer a nenhum moralismo barato para resolver a questão: as dissimulações, as meias verdades, os subterfúgios fazem parte da nossa interação com os outros. Isso, no entanto, não muda o fato de que nos sentimos melhor em relações que podem nos acolher por inteiro.

Uma das coisas que qualif**a as relações é justamente a capacidade de suspender as exigências normais da sociabilidade: o silêncio que se compartilha sem desconforto entre amigos, por exemplo, é um pequeno indício dessa qualidade, que chamamos de sinceridade.

Gostou? Leia o texto completo, “Anarquia Relacional - Sinceridade”, disponível completo no nosso site razaoinadequada.com.

Ouça também o episódio 236 do Imposturas Filosóf**as, “a verdade é um improviso” com Geni Núñez

A poesia é da própria

No podcast desta sexta, lemos nosso texto "Anarquia Relacional - Sinceridade", contamos com a presença da Geni Núñez, co...
01/12/2023

No podcast desta sexta, lemos nosso texto "Anarquia Relacional - Sinceridade", contamos com a presença da Geni Núñez, conversamos e concluímos que "a verdade é um improviso"

📌
O Imposturas Filosóf**as está disponível lá no site, no Spotify e em todos os outros agregadores! Todos os links estão no nosso perfil 🎙

Participantes
Geni Núñez ()
Rafael Lauro
Rafael Trindade

Ficha Técnica
Capa: Felipe Franco
Edição: Pedro Janczur
Mailing: Adriana Vasconcellos
Revisão: Erika Rodrigues
Ass. Produção: Bru Almeida
Cortes: Marcelo Stehlick

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Espinosa nos fala mais de uma vez sobre Ajuda Mútua, por meio dela os humanos conseguem mais facilmente satisfazer suas ...
19/11/2023

Espinosa nos fala mais de uma vez sobre Ajuda Mútua, por meio dela os humanos conseguem mais facilmente satisfazer suas necessidades. Unindo-se tornam-se mais poderosos e evitam os perigos que os ameaçam.

Há algo de comum em todos nós e isso nos faz querer viver em grupo, somos seres sociais, e isso é bom e nos beneficia. Costuma-se dizer que juntos somos menos livres e temos mais limitações, mas isso é mentira.

A razão demonstra que separados somos menos potentes e mais expostos ao mal que pode nos acontecer. Por isso é bom para o sábio viver em sociedade, ele não quer isolar-se, ele quer viver em concórdia e encontrar possibilidades de articulação em seu meio.

A nossa liberdade aumenta conforme a liberdade dos outros ao nosso redor também aumenta.

Gostou? Leia também o texto “Espinosa - 5 Virtudes do homem livre”, disponível completo no nosso site razaoinadequada.com ou no link da bio.

Estamos mergulhados em um passado que existe muito antes de nossa existência e nos influencia; nos movemos em algo maior...
18/11/2023

Estamos mergulhados em um passado que existe muito antes de nossa existência e nos influencia; nos movemos em algo maior que nós e que não pertence ao agora, mas que de alguma maneira, pertence. Porque o passado se faz presente como uma forma útil de guiar nossos passos pela vida, dando um sentido para o que fazemos. Em suma, tudo o que é humano acontece no tempo e através do tempo.

A grande questão é que na correria das nossas vidas, pouco paramos para pensar que o presente imediato é muito menor que a duração do passado. As urgências do dia a dia tomam toda a nossa atenção, e esquecemos dos bilhões de anos que foram necessários para chegarmos até aqui. O instante é uma fina camada flutuando sobre o magma da duração. Nós somos este passado que ainda está aqui, no presente, e de alguma maneira, temos acesso a tudo que já durou. Ou seja, podemos dizer que todo o passado do mundo nos toca de alguma maneira.

O Tempo é a força que empurra o passado no presente, por isso sofremos de reminiscências. As reminiscências são o passado vibrando no interior do corpo, pressionando o presente, interferindo em sua superfície e moldando um futuro que se desdobra dele. A duração tem esta abertura, ela é esta fenda, chamada presente, por onde o passado trespassa, invade, e nos carrega adiante. Estamos no presente, claro, mas somos o nosso passado, e é com ele que nos lançamos em favor de um tempo por vir.

Gostou? Leia também o texto “Sofremos de Reminiscências”, disponível completo no site razaoinadequada.com e no link da bio.

Nos ensinaram duas formas de amar. A primeira pode ser comparada com um quadro: existem amores que querem a eternidade. ...
16/11/2023

Nos ensinaram duas formas de amar. A primeira pode ser comparada com um quadro: existem amores que querem a eternidade. A prudência se torna senhora de toda a dinâmica, nada pode sair do lugar, a tinta seca, o amor f**a enquadrado numa moldura pesada. Existem amores que se conservam, param o tempo.

Não há restrições, o amor se tornou eterno. Todos queremos enquadrar o amor na parede, todos querem sentir o que há de eterno naquilo que é passageiro. Imagem capturada. Mas na “parede da memória” estão os quadros que doem mais. Por que se fala hoje tanto de amor? Não seria uma forma renovada de niilismo pensar este sentimento como o portador da eternidade? O amor não é imortal, ele é infinito apenas enquanto dura.

A segunda forma de amor é fogo que arde sem se ver, é a chama que consome a matéria e deixa apenas cinzas. Confunde-se amor com paixão, ele consome a si mesmo, podemos compará-lo com uma canção: um beijo de três minutos, uma noite no motel. Como músicas pasteurizadas que tocam na rádio: introdução, verso, refrão, solo, refrão, fim, acabou, próxima. A fórmula se repete. O mesmo tom, os mesmos acordes, mas o principal é a gravadora por trás que dirige tudo para que no fim termine exatamente igual. Música capturada, passa, mas nada se passa. Tempo como reflexo da eternidade. O amor é a música que toca no rádio, top five, top ten, top thousand songs. É tudo muito rápido, cinco minutos e já vem outra.

Dois modos de amar, mas o mesmo amor sem graça. Convenhamos, é possível amar sem realmente amar alguém. Nosso objetivo? Encontrar outras formas de amar, para além destas duas. Afinal, um instante de amor não é em vão, é na verdade um vão que se abre no infinito para deixar o ar e a claridade entrarem. O instante é apenas a amostra grátis da eternidade! Podemos fazer uma vida de vários instantes, sem que isso nada signifique, nossa pergunta é como fazer um instante durar?

Leia também o texto “Amor - entre o Instante e a Eternidade”, disponível completo no nosso site, link na bio.

O que acontece na política é também o que acontece em nossas vidas psicológicas. Ou seja, agimos como agimos em consequê...
15/11/2023

O que acontece na política é também o que acontece em nossas vidas psicológicas. Ou seja, agimos como agimos em consequência de uma instauração de afetos, eles circulam e nos moldam, canalizam o corpo, lhe dão um curso.

Enquanto formos afetados da mesma maneira, agiremos e repetiremos sempre as mesmas coisas. Só é possível ter outra experiência da vida social se formos afetados de outras formas. Transformações não são questões de novas ideias, são questões de novos afetos.

Buscamos precisamente isto: novas realidades, uma maneira de estar e fazer, produzir e agir sem pedir licença. O acontecimento não precisa de autorização para acontecer, queremos estar no acontecimento! Ele é medido pelas aberturas que produz! É possível agir tendo em vista a abertura destas latências. Não basta ser afetado, é preciso saber também como se implicar nos afetos. Temos todo um sistema de desimplicação. Mas como entrar nesta batalha de modo mais leve? Mais lúdico, talvez. Um sujeito responde por estes processos implicativos e esta implicação é e sempre será pelos afetos.

Leia nossa série “Afetos (Bio)Políticos”, disponível completo no site, link na bio.

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