10/09/2026
“Viva Marília” estreia no CineBancários em 10 de setembro, com direção de Zelito Viana, codireção de Esperança Motta e roteiro de Nelson Motta. O documentário examina o impacto do contexto histórico, político e social do Brasil nos anos 1960, 1970 e 1980, na vida e obra da atriz Marília Pêra.
Filme de abertura do trigésimo festival É Tudo Verdade, “Viva Marília” apresenta a atriz, cantora, bailarina e diretora em uma narrativa conduzida pela própria artista, através de imagens de arquivo, entrevistas e registros raros, uma viagem por sua vida e sua obra. Do teatro ao cinema e à televisão, o filme revela a mulher por trás das personagens e o legado de uma das grandes artistas brasileiras de todos os tempos.
“Gonzaguinha, Da Maior Liberdade”, filme de Susanna Lira vencedor de Melhor Documentário do Festival de Gramado, entra em cartaz às 17h no cinema da Casa dos Bancários. O longa mergulha na obra e na vida pessoal do cantor Luiz Gonzaga Jr, abordando sua fúria amorosa, sua poesia contundente e sua coragem política.
Por meio das canções de Gonzaguinha, que são verdadeiros manifestos populares, o filme constrói uma viagem sensorial e afetiva que articula música e memória, por meio de imagens de arquivo e a dramatização de uma entrevista memorável do artista para o Pasquim. Nessas cenas, Gonzaguinha é interpretado pelo ator André Dale - que já havia dado vida ao cantor em “Homem com H”, cinebiografia de Ney Matogrosso.
Em “Gonzaguinha, Da Maior Liberdade”, as canções funcionam como dispositivos narrativos que atravessam imagens de época, registros televisivos, fotografias íntimas e cenas do Brasil urbano. As contradições e fragilidades do artista não ficam de fora. Sua relação complexa com a fama, o peso de ser filho de Luiz Gonzaga, a necessidade radical de afirmar uma identidade própria em tempos de repressão reforçam a ideia de que Gonzaguinha nunca cantou para agradar. “Ele transformou indignação em canção, crítica em melodia e fez da música um território de disputa simbólica”, afirma Susanna Lira.