Viu o que tá passando?

Viu o que tá passando? Dicas e opiniões produzidas por amantes da sétima arte totalmente leigos.

Uma olhar mordaz sobre a sociedade oligárquica inglesa, com a assinatura crítica de Robert Altman, é nossa dica/resenha ...
17/01/2026

Uma olhar mordaz sobre a sociedade oligárquica inglesa, com a assinatura crítica de Robert Altman, é nossa dica/resenha de hoje: "Assassinato em Gosford Park" (2001).

Dirigido por Altman, o filme tem roteiro de Julian Fellowes (famoso por obras que têm a nobreza britânica como personagem, como Downtown Abbey), roteiro esse que surge de uma ideia original de Altman e Bob Balaban - que atua no filme, como um produtor de Hollywood.

Na Inglaterra de 1932 o lorde William McCordle e sua esposa, Lady Sylvia, recebem para um fim de semana de caçadas um eclético grupo de convidados, em sua maioria parentes. Os convidados trazem consigo seu séquito de empregados, que se juntam ao enorme conjunto de empregados da casa. Entre os serviçais eventuais, destaque para a jovem inocente Mary Maceachran, dama da condessa de Trentham, a partir de quem conhecemos a casa e seus segredos.

No desenrolar da trama, percebemos que Sir William acumulou desafetos, entre os nobres e a classe trabalhadora, o que levará ao crime falado.

O filme se preocupa em expor as características, anseios e angústias de uma ampla gama de personagens. O que poderia ser confuso, acaba bem amarrando a trama, que inclusive venceu o Oscar de melhor roteiro original. A história flui ainda em virtude do estelar excelente elenco, que mescla atores experientes e então jovens talentos, como Maggie Smith (sempre em papéis icônicos de nobres inglesas idosas), Hellen Mirren, Clive Owen, Bob Balaban, Ryan Phillip, Kelly McDonald, Kristyn Scott Thomas.

Um bom suspense, com tons de crítica social, disponível no Prime.

Em tempos do imperialismo violento e escrachado, nossa dica/resenha de hoje trata interferência, ao longo da história, d...
08/01/2026

Em tempos do imperialismo violento e escrachado, nossa dica/resenha de hoje trata interferência, ao longo da história, das grandes potências sobre os países pobres: "Queimada" (1969).

Dirigido por Gillo Pontecorvo a partir de roteiro de Franco Solinas e Giorgio Arlorio, essa produção italiana falada em inglês se desenvolve na ficticia ilha de Queimada, uma colônia portuguesa aparentemente no Caribe - dizem que a ideia original era que Queimada fosse apresentada como colônia espanhola, mas a produção queria evitar problemas com o regime franquista.

Nesse cenário, desembarca em meados do século XIX o agente britânico William Walker, que se torna o principal motivador da revolta colonial em Queimada. Para isso insuflará o pobre José Dolores, que aos poucos se tornará o líder da revolução popular da maioria negra da população. Walker manipula também a elite branca. Ambos grupos, com o apoio da Inglaterra - interessada em explorar o açúcar da ilha - conquistam a independência.

10 anos após a independência de Queimada, Walker volta a ilha, não mais como agente do governo inglês, mas como funcionário da companhia açucareira que de fato controla a ilha, para enfrentar o antigo aliado, José Dolores, então o comandante de uma radical revolução local, motivada pela miséria da população

De forma simplificada e caricata, porém bastante didática, o filme mostra a atuação violenta das potências imperialistas e seu total desrespeito à população local - aqui materializados na voz e no comando de mister Walker.

Marlon Brando encarna, com uma atuação didática (facilitada pelo roteiro de fácil entendimento) o papel do interventor inglês, sendo coadjuvado por Evaristo Marquez, no papel de José Dolores, e Renato Salvatori, como o presidente Teddy Sanchez.

Em tempos de imperialismo escrachado, um filme fundamental, por escancarar todo o desrespeito à soberania de um povo, baseada no força das armas de grandes potências.

Essencial, por didático, e grátis no YouTube.

02/01/2026

Recapitulando as nossas últimas 10 dicas/resenhas e onde assisti-las:
1-)O agente secreto (2025) - cinemas;
2-) De volta para o futuro(1985) - Max;
3-) Incêndios (2011) - Reserva Imovision;
4-) O filho de mil homens (2025) - Netflix;
5-) Millenium: os homens que não amavam as mulheres (2011) - Prime;
6-) Pequenas coisas como estas (2024) - Reserva Imovision;
7-) Pixote, a lei do mais fraco (1980) - Globoplay;
8.) Os incompreendidos (1959) - Mubi;
9-) Pecadores (2025) - Max;
10-) Dúvida (2008) - Netflix.

Nossa dica/resenha de hoje trata de uma chaga na história da Igreja Católica, o assédio infantil: "Dúvida" (2008).Consag...
02/01/2026

Nossa dica/resenha de hoje trata de uma chaga na história da Igreja Católica, o assédio infantil: "Dúvida" (2008).

Consagrado como dramaturgo e roteirista, John Patrick Shanley escreveu e dirigiu essa obra - baseada em uma premiada peça teatral sua. O filme relata o cotidiano de uma tradicional escola católica do Bronx no ano de 1964. A rígida diretora da escola, irmã Aloysius, começa a desconfiar da proximidade entre o carismático padre da comunidade, Brendan Flyinn, e o jovem aluno Donald Miller. Em sua investigação sobre o tema, irmã Aloysius conta com a ajuda da jovem e inocente irmã James, professora de história de Donald. Como complicador da trama há o fato de Donald ser o primeiro aluno negro da escola de uma comunidade majoritariamente branca e de ascendência irlandesa, conhecida por seu militante catolicismo.

Um adendo: o próprio diretor é "filho" dessa realidade americo-irlandesa, logo conhecedor do poder da igreja junto a esse grupo.

O filme trata de um tema sensível sem recorrer a cenas ou mesmo diálogos explícitos. Há uma construção de cenário baseado nas falas e nos sentimentos dos personagens que é lapidar e levou o roteiro adaptado de Shanley à disputa do Oscar (perdeu para "Quem quer ser um milionário?"). Mas um absurdo destaque a parte do filme são as atuações do elenco principal, que levaram todos a serem indicados ao Oscar: Philip Seymour Hoffman, como ator; Meryl Streep, como atriz; e Amy Adams e Viola Davis como atrizes coadjuvantes. Nesse conjunto de atuações fenomenais, destaque absoluto para a curta mas extremamente intensa atuação de Viola no papel de Sra. Miller, mãe de Donald, que apresenta de forma emocionada todo uma profundidade para além do drama do assédio. Sua derrota para Penélope Cruz por "Vicky Cristina Barcelona" talvez tenha sido a grande injustiça da premiação - sem demérito à atriz espanhola.

Um filmaço, com atuações e diálogos brilhantes, que trata de um tema sensível mas necessário, disponível na Netflix.

Um provável forte concorrente ao Oscar 2026 é nossa dica/resenha de hoje: "Pecadores" (2025).Escrito e dirigido por Ryan...
28/12/2025

Um provável forte concorrente ao Oscar 2026 é nossa dica/resenha de hoje: "Pecadores" (2025).

Escrito e dirigido por Ryan Coogler, o filme, ambientado em 1932, conta a história de dois irmãos gêmeos, Smoke e Stack, que retornam ao delta do Mississipi depois de anos e uma carreira de "sucesso" no crime em Chicago, a fim de abrir um clube de blues para a população negra, como uma forma de resistência em um cenário de segregação e ódio racial. Para isso contarão com o apoio do jovem primo músico Sammie - filho de um tio pastor dos gêmeos - e de outras pessoas como Annie, esposa de Smoke, Delta Slim, um velho e talentoso pianista, e o casal de amigos da dupla Grace e Bo Chow.

A trama se adensa quando, na noite de abertura do clube, surge a sua porta uma estranha trupe de músicos brancos, comandados por Remmick, que insistem em adentrar no espaço.

Aí há o primeiro grande diferencial do filme. O que parecia ser uma ótima reconstituição de época se transforma em musical e filme de terror, onde é fácil associar a ameaça das trevas às tentativas da cultura "branca" de apropriação da rica cultura negra do sul dos EUA.

O filme conta com um elenco bastante talentoso, comandado por Michael B. Jordan no papel dos gêmeos (dizem que deve ser o principal concorrente de Wagner Moura ao Oscar de melhor ator mas, sinceramente, não nos parece páreo para a atuação do brasileiro). Além do ator principal, estão muito bem os coadjuvantes, como o competente veterano Delroy Lindo, e os ainda pouco conhecidos Wummi Musaku, Miles Carlton, Jack O`Donnel.

O filme tem essa ótima sacada de misturas de gênero, mas se perde em uma lógica muito próxima aos exageros de Tarantino e Robert Rodriguez em seu "Um drink no inferno", em um caminho meio canastrice pipoca cult. Pra quem disputa o Oscar nos parece um erro. Se bem que Hollywood adora premiar filmes pseudo cults diferentões como os vazios "A forma da água" e a maior canastrice de todas, "Tudo em todo lugar ao mesmo tempo".

Mesmo assim é boa diversão, disponível no Max.

O ótimo filme de estreia de um dos ícones da Nouvelle Vague é nossa dica/resenha de hoje: "Os incompreendidos" (1959).Di...
25/12/2025

O ótimo filme de estreia de um dos ícones da Nouvelle Vague é nossa dica/resenha de hoje: "Os incompreendidos" (1959).

Dirigido por François Truffault a partir de roteiro dele com Marcel Moussy, "Incompreendidos" trata da história do problemático adolescente Antoine Doinel ( interpretado por Jean Pierre Leaud, outro representante icônico do cinema francês dos anos 60 que também estreava nas telas).

Filho da classe trabalhadora, Doinel - alter ego de Truffault, que inicia no cinema usando suas reminiscências - possui uma vida de carências materiais e afetivas. O padrasto, Julien, sempre preso ao trabalho, no pouco tempo livre que tem procura compensar a total desatenção por Doinel de parte de sua mãe, Gilberte, que vive uma relação extra conjugal.

O autoritarismo da escola é a chave que leva Antoine a seus desvios de comportamento. A falsa acusação de plágio em um trabalho o leva a dar um passo mais incisivo rumo à "criminalidade", que leva a uma reação extrema de seus pais.

Uma história marcada por um drama realista, onde Truffault faz uso de uma linguagem rápida, usando cenas externas de Paris para mostrar a liberdade/abandono de jovem protagonista. Por tudo isso "Incompreendidos" é um típico representante da nova linguagem cinematográfica proposta pela Nouvelle Vague.

Leaud convence com sua atuação segura no papel de protagonista, sendo bem coadjuvado por seus "país", vivido por Claire Maurier e Albert Remy, e pelo restante do elenco de apoio.

Um clássico que conta uma ótima história, disponível no Mubi.

Um clássico que denuncia a realidade de menores delinquentes no Brasil é nossa dica/resenha de hoje: "Pixote, a lei do m...
19/12/2025

Um clássico que denuncia a realidade de menores delinquentes no Brasil é nossa dica/resenha de hoje: "Pixote, a lei do mais fraco" (1980).

O filme foi drigido por Hector Babenco com roteiro dele e Jorge Durán, baseado no livro "A infância dos mortos", de José Louzeiro.

A obra é um drama com pegada documental, presente já na escolha do elenco (boa parte dele de jovens moradores de comunidades de São Paulo, caso de Fernando Ramos da Silva que interpretou o protagonista). No filme, acompanhamos a dura realidade de uma criança apreendida no sistema "sócio-educativo". A partir da vida do Pixote, somos apresentados à dura realidade de jovens infratores, tanto quando sob a custódia do Estado, como também nas ruas. Uma realidade de violência e abandono de uma juventude perdida, que reconstrói e ressignifica afetos para poder sobreviver.

Por mais que economicamente a realidade brasileira tenha melhorado nos 40 anos que nos separam do filme - onde a realidade política também mudou, da ditadura para a democracia - essa parcela invisibilizada da sociedade continua a ser tratada como descartável. Por isso o filme ainda é uma necessária lembrança de como ignoramos a vida de uma parcela importante de nossas crianças.

O protagonista, Fernando Ramos, tornou-se prova da realidade que o filme denuncia. Sem perspectiva de futuro, voltou a sua realidade de extrema carência, tendo sido morto pela polícia anos após o filme.

Além de Fernando, vale o destaque para todo elenco jovem e para atores experientes como Jardel Filho e Toni Tornado. Destaque absoluto para a absurda atuação de Marília Pera, que aparece no último quarto do filme e o domina completamente, sendo a principal responsável pela emoção final que ele nos transmite.

Filme essencial, disponível na Globoplay.

Um filme que denuncia os abusos da igreja católica irlandesa contra mulheres é nossa dica/resenha de hoje: "Pequenas coi...
13/12/2025

Um filme que denuncia os abusos da igreja católica irlandesa contra mulheres é nossa dica/resenha de hoje: "Pequenas coisas como estas" (2024).

Estrelada pelo ganhador do Oscar Cilian Murphy e dirigida por Tim Mielants, essa produção belgo-irlandesa tem roteiro de Enda Walsh, baseado no livro homônimo de Claire Keegan. O filme tem como pano de fundo as chamadas "Lavanderias de Madalena", uma prática existente por décadas em instituições católicas de freiras na Irlanda, que consistia na "correção" de mulheres "desviadas" por meio de trabalhos forçados e maus tratos.

Mesmo que esse seja o pano de fundo central, o filme opta por uma abordagem tangencial, não tão direta, mas mesmo assim esclarecedora. O fio da trama segue a vida do protagonista Bill Furlong, comerciante de carvão e pai de uma família com cinco filhas, que é querido e respeitado em sua pequena cidade de New Ross.

A vida do pacato Bill começa a mudar quando, no Natal de 1985, em uma entrega no convento local, começa a observar as jovens da "lavanderia". Isso aciona um gatilho em Bill, que o faz recordar da própria mãe solteira que, por ter sido protegida por uma poderosa mulher, Sra. Wilson, se livrou desse modelo correcional da sociedade irlandesa.

Abalado, um silencioso porém resoluto Bill decide enfrentar esse estado de coisas, sobre o olhar crítico de toda cidade.

Além de Cillian Murphy (talvez um pouco exagerado na introspecção do personagem) devem-se destacar principalmente as atuações de Eileen Walsh e da sempre competente Emily Watson.

Bom filme, que trata de uma temática difícil - o mau trato a mulheres por parte da igreja - disponível no Reserva Imovision (30 dias grátis pelo Prime).

Um ótimo thriller cinematográfico, adaptação de um best seller literário, é nossa dica/resenha de hoje: "Millenium: os h...
05/12/2025

Um ótimo thriller cinematográfico, adaptação de um best seller literário, é nossa dica/resenha de hoje: "Millenium: os homens que não amavam as mulheres" (2011).

Essa produção multinacional teve o roteiro, escrito por Steven Zaillian, baseado na trilogia literária "Millenium", do sueco Stieg Larsson. O diretor David Fincher, conhecido por outros trhillers como "Clube da Luta" e "Seven" (já resenhados pela página) mantém o clima de suspense que prende a atenção presente no livro.

Ambientado na Suécia, o filme conta a história do jornalista investigativo Mikael Blomkvist, que enquanto sofria um ataque judicial de um bilionário local, que o acusa e a sua revista "Millenium" de calúnia e difamação, é contratado por Henrik Vanger, patriarca de uma das mais ricas e poderosas famílias da Suécia, para investigar o desaparecimento de um membro da família 40 anos antes.

Nessa investigação, Mikael terá a ajuda de Lisbeth Salander, uma jovem racker e investigadora profissional tida como "disfuncional" e neurotipica pela sociedade, que é obcecada e competente em seu trabalho. Lisbeth e Mikael formam uma grande parceria, que vai além do trabalho, e que desvela pouco a pouco uma história de assassinatos em série.

O elenco estelar, encabeçado por Daniel Craig e que conta ainda com nomes como Robin Wright, Christopher Plummer Stellan Skaragård, é responsável por manter o nível da história. Mas sem sombra de dúvida a melhor atuação é de Rooney Mara (indicada ao Oscar por esse papel), que constrói, inclusive fisicamente, a complexa Lisbeth, sem sombra de dúvida a personagem mais interessante e o fio condutor de toda a trama.

Uma boa história, um filme muito bem feito, disponível no Prime.

Daniel Rezende assumiu a tarefa de filmar uma sensível história literária sobre família, respeito e empatia. Essa é noss...
30/11/2025

Daniel Rezende assumiu a tarefa de filmar uma sensível história literária sobre família, respeito e empatia. Essa é nossa dica/resenha de hoje: "O filho de mil homens" (2025).

O livro homônimo de Walter Hugo Mãe é a fonte dessa adaptação filmográfica dirigida e roteirizada por Daniel Rezende. Nele, o solitário pescador Crisóstomo,de 40 anos, tem uma fixação: a busca por um filho. Essa desejo finalmente é atendido, com o órfão Camilo" adotado" por Crisóstomo.

Mas Camilo não é a única novidade. Uma série de relações desenvolve-se desde então, com a chegada na vida de Crisóstomo de mais dois personagens: Isaura e Antonino. Um grupo de "desajustados", que sofreram por sua inadequação com a violência dos padrões da sociedade, unem-se com base na empatia e no amor.

Rezende constrói um cenário fantástico, uma vila onírica. Esse cenário é um narrador (que se soma à bela narração de Zezé Mota) a apresentar as nuances da história.
Dois exemplos desse "cenário-narrador": o contraponto entre a casa embaixo de uma enorme rocha do velho morto e a casa sem portas de frente para o mar de Crisóstomo, materializando duas formas opostas de ver e viver o mundo; e o sofá antes vazio do pescador, que é pouco a pouco é ocupado por gente, colocando seu antigo companheiro - o "Pinóquio" que nunca ganha vida - num canto da casa, demonstrando o humano rompendo a solidão do protagonista.

É inteligente também a forma como o roteiro desvela aos poucos o passado dos personagens, entrelaçando-os como uma rede de pesca.

O elenco é parte essencial desse belo libelo contra a intolerância. Liderados por Rodrigo Santoro, jovens atores se destacam, como Rebeca Jamir, Johnny Massaro, Miguel Martines.

Produzido pela Netflix, o filme está disponível nesse canal de streaming.

Os pedidos do testamento de uma mãe para seus filhos são o início da impactante história que é nossa dica/resenha de hoj...
24/11/2025

Os pedidos do testamento de uma mãe para seus filhos são o início da impactante história que é nossa dica/resenha de hoje: "Incêndios" (2011).

Essa produção canadense-francesa foi dirigida por Denis Villeneuve a partir do fantástico roteiro de Valerie Beaugrand-Champagne. Nela, acompanhamos os gêmeos Jeanne e Simon em uma jornada em busca de cumprir os desejos póstumos de sua mãe, Nawal Marwan, deixados em testamento com o notário e amigo da família, Jean Label.

Com uma linguagem poética, Nawal dá a cada um dos filhos gêmeos uma missão: Jeanne precisará buscar o pai, enquanto Simon procurará pelo irmão. Ambos precisam entregar cartas a esses dois desconhecidos.

A busca pelo passado perdido da mãe leva os irmãos ao Oriente Médio (Villeneuve não nomeia o país e nos apresenta cidades fictícias que, pela natureza do conflito narrado, muito se parece com o Líbano e suas disputas religiosas) onde descobrem um passado desconhecido de coragem e resistência da mãe.

Entremeando tempo presente e passado, o enredo desvela de forma bela toda uma história trágica e complexa, até seu imprevisível final.

As ótimas atuações de todo elenco, capitaneado por Lubna Azabal, no papel de Nawan, e Mélissa Désormeaux-Poulin e Maxim Guadette, nos papéis dos gêmeos, ajudam na beleza e carga dramática da história.

Um dos mais belos filmes vistos por nós nos últimos tempos, disponível no stream Reserva Imovision (é possível fazer inscrição de um mês totalmente grátis via Prime Vídeo, da Amazon).

Nossa dica/resenha de hoje é um clássico do cinema da ficção científica e dos filmes de temática adolescente tão típica ...
21/11/2025

Nossa dica/resenha de hoje é um clássico do cinema da ficção científica e dos filmes de temática adolescente tão típica dos anos 80: "De volta para o futuro" (1985).

Escrito e dirigido por Robert Zemeckis e produzido por Steven Spielberg (dupla que atraía espectadores, por ser reconhecida pelo talento cinematográfico e pelo uso novas tecnologias) o filme conta a história da amizade entre o jovem Marty McFly e um excêntrico cientista, dr. Emmet Brown. Marty, caçula de uma família fracassada, acaba voltando ao passado, em uma máquina do tempo criada pelo doutor Brown. Preso em 1955, Marty precisará da ajuda do dr. Brown do passado para voltar para casa, ao mesmo tempo em que precisa resolver alterações no futuro causadas por suas ações em seu "passeio" por 1955.

Uma história bem amarrada, que junta o romance típico das comédias adolescentes de seu tempo a uma das questões mais abordadas pela ficção científica - viagens no tempo - dão o tom desse clássico dos anos 80 que, por mais que você já tenha visto, é sempre uma atração quando surge nas telas - mesmo completando, neste ano, 40 anos de seu lançamento.

Para o sucesso do filme contribuiu ainda a sinergia entre Michael J.Fox e Christopher Lloyd, com carismáticas atuações nos papéis centrais, bem coadjuvados por um bom elenco de apoio, capitaneado por Lea Thompson, Thomas F. Wilson e Crispin Glover.

Um clássico que faz 40 anos, mas que continua uma diversão que vale a pena ser vista ou revista. Na Max.

Endereço

Rio De Janeiro, RJ

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