Cinema do Largo

Cinema do Largo Cine-clube. Exibição de filmes com debate após a sessão. Evento aberto à comunidade e gratuito. Instituto Pró-Saber, Largo dos Leões, 70 - Humaitá.

LISTA RETROSPECTIVA DA PROGRAMAÇÃO CINEMA DO LARGO 2016O Cinema do Largo exibiu 20 filmes entre junho e novembro de 2016...
21/12/2016

LISTA RETROSPECTIVA DA PROGRAMAÇÃO
CINEMA DO LARGO 2016

O Cinema do Largo exibiu 20 filmes entre junho e novembro de 2016.

Publicamos aqui a lista completa dos filmes e das Mostras que foram exibidas neste período.
Os resumos dos debates podem ser acessados, através da página do Cinema do Largo, nos links dos eventos de cada filme.

Nestes cinco meses de atividades tivemos muito prazer e alegria com a presença e a participação de vocês nas nossas sessões e debates.

Gostaríamos de agradecer sua participação.
Muito obrigado!..

PROGRAMAÇÃO DE JUNHO 2016

Esta foi a nossa primeira programação de filmes. Neste mês tivemos a exibição de cinco filmes.
Os filmes apresentaram temas variados como: as injustiças cotidianas; a banalidade do mal; os fascismos que habitam a nossa sociedade; as relações de família diante de um mundo socialmente injusto; a violência urbana; o medo diante do mundo; o desejo de se fechar para o mundo. Estes temas foram trabalhados durante os debates dos filmes.

- Dia 02/06 - Relatos Selvagens – (Relatos Salvajes, 2014, Argentina, cor, 122min) Direção: Damián Szifron

-Dia 09/06 - Ele está de volta (Er ist wieder da, Alemanha, 2015, cor, 116min) Direção: David Wnendt

- Dia 16/06 - Sister (L’Enfant d’en Haut, Suíça, 2012, cor, 93min) Direção: Ursula Meier

- Dia 23/06 - O Som ao Redor (Brasil, 2012, cor, 130min) Direção: Kleber Mendonça Filho

- Dia 30/06 - The Wolfpack (The Wolfpack, EUA, 2015, cor, 90min) Direção: Crystal Moselle..

PROGRAMAÇÃO DE JULHO 2016

Em julho tivemos a exibição de três filmes. Nesta programação se desenhou um tema central: A Transgressão da Lei.
Estes filmes nos provocaram a reflexão sobre a lei e a sua transgressão. Este tema, com seus desdobramentos em cada filme, foi abordado nos debates.

- Dia 14/07 - Elefante (Elephant, EUA, 2003, cor, 81min) Direção: Gus Van Sant

- Dia 21/07 - O Dinheiro (L’Argent, França, 1983, cor, 84min) Direção: Robert Bresson

- Dia 28/07 - A Vida Privada dos Hipopótamos (Brasil, 2014, cor, 91min) Direção: Maíra Bühler e Matias Mariani..

PROGRAMAÇÃO SETEMBRO 2016

Em setembro tivemos a exibição de quatro filmes que foram programados em torno do tema da Crise.
Estes filmes nos fizeram refletir sobre o conceito de Crise, desde a crise pessoal (existencial) até a crise politica e macrocósmica.

- Dia 08/09 - Homem Irracional (Irrational Man, EUA, 2015, cor, 94min) Direção: Woody Allen

- Dia 15/09 - Melancolia (Melancholia, Dinamarca, 2011, cor, 135min) Direção: Lars Von Trier

- Dia 22/09 - Güeros (Güeros, México, 2014, PB, 110min) Direção: Alonso Ruizpalacios

- Dia 29/09 - Hiroshima meu amor (Hiroshima mon amour, França, 1959, PB, 90min) Direção: Alain Resnais..

PROGRAMAÇÃO OUTUBRO 2016
MOSTRA IDENTIDADE E IMAGEM

Em outubro exibimos quatro filmes que foram programados dentro da Mostra Identidade e Imagem.
Esta foi a primeira Mostra temática do Cinema do Largo. Os filmes nos provocaram a reflexão sobre o conceito de identidade e sobre a relação entre imagem e identidade.

- Dia 06/10 - Cópia Fiel (Copie Conforme, França, 2010, cor, 106min) Direção: Abbas Kiarostami

- Dia 13/10 - A Pele que Habito (La Piel que Habito, Espanha, 2011, cor, 116min) Direção: Pedro Almodóvar

- Dia 20/10 - Tio Boonmee, que pode recordar suas vidas passadas (Lung Boonmee Raluek Chat, Tailândia, 2010, cor, 113min) Direção: Apichatpong Weerasethakul

- Dia 27/10 - Persona (Persona, Suécia, 1966, PB, 83min) Direção: Ingmar Bergman..

PROGRAMAÇÃO NOVEMBRO 2016
MOSTRA A PROCURA DO AMOR

Em novembro nós exibimos quatro filmes dentro da Mostra A Procura do Amor.
Os filmes da Mostra nos fizeram refletir sobre o amor em diferentes contextos e épocas.
Seus personagens expressam a busca do afeto nas paisagens solitárias das grandes cidades.

- Dia 03/11 – Vive L’Amour (Ai Qing Wan Sui, Taiwan, 1994, cor, 118min) Direção: Tsai Ming-Liang

- Dia 10/11 – Viver a Vida (Vivre sa Vie, França, 1962, PB, 85min) Direção: Jean-Luc Godard

- Dia 17/11 – Millennium Mambo (Qian Xi Man Po, Taiwan, 2001, cor, 110min) Direção: Hou Hsiao-Hsien

- Dia 24/11 - O Eclipse (L’Eclisse, Itália, 1962, PB, 126min) Direção: Michelangelo Antonioni
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Foto de cena do filme Millennium Mambo (2001) de Hou Hsiao-Hsien, que foi exibido no Cinema do Largo em 17/11/16.
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O Cinema do Largo é uma iniciativa do Instituto Pró-Saber (www.prosaber.org.br) e conta com o apoio da Associação de Moradores e Amigos do Humaitá AMAHU (www.amahu.com.br)..

Resumo do debate sobre o filme O Eclipse – 24/11/2016Publicamos aqui algumas ideias que foram debatidas durante a sessão...
26/11/2016

Resumo do debate sobre o filme O Eclipse – 24/11/2016

Publicamos aqui algumas ideias que foram debatidas durante a sessão do filme O Eclipse (1962) de Michelangelo Antonioni.

- O enfraquecimento da trama do filme. Um filme construído com situações autônomas. Esta estrutura narrativa gera a paralisia do esquema sensório-motor. Não temos mais para cada visão uma ação automática, como acontece no cinema narrativo clássico. Exemplo: a visão do índio desencadeia a ação de matar o índio. A visão da maçaneta desencadeia a ação de abrir a porta. Agora a visão não dispara a uma ação.

- Com a falência do esquema sensório-motor, surgem as situações óticas e sonoras puras e se inaugura o regime de imagens do Cinema Moderno. Os tempos mortos da trama do filme, os momentos em que os personagens vagam “sem rumo”, geram estas situações óticas e sonoras puras. Os personagens do cinema moderno aprenderam e ver. A ação de olhar ganha uma autonomia em relação à trama do filme.

- Com isso as coisas, as pessoas e o mundo visto pelos personagens adquirem uma realidade material autônoma, uma densidade de existência, um mistério, uma opacidade. As coisas e as pessoas no filme não são mais traduzidas (indexadas) por um sentido dentro da trama do filme. Assim, o banal pode surgir como algo extraordinário. Como na cena em que a personagem de Monica Vitti sai à noite para procurar o cachorro da sua vizinha e presencia o movimento dos postes na praça.

- O olhar abandona as funções práticas do cotidiano. Assim, é preciso que os personagens do filme e os espectadores invistam os objetos e as pessoas que aparecem no filme com algum sentido através do olhar. As situações óticas e sonoras puras colocam a visão em contato com o pensamento ao desfazer as reações motoras automáticas (os clichês).

- No cinema moderno, porque as imagens possuem autonomia em relação à trama do filme, a questão não é mais: o que há para ver atrás das imagens? Qual é a trama do filme? Mas sim, será que eu posso sustentar com o olhar aquilo que vejo? Sustentar com o olhar quer dizer também refletir sobre aquilo que vejo.

- Nos filmes de Antonioni geralmente quando o filme começa a ação principal já aconteceu. Nós acompanhamos durante o filme as consequências e as reverberações desta ação não vista (do extracampo). Os personagens vagam por espaços desconectados (da trama do filme) tentado dar conta deste fato, deste trauma.

- A cena final do filme: o desaparecimento dos personagens principais (das referências da trama), o desaparecimento dos figurantes (da figura humana), o desaparecimento dos objetos (devido aos enquadramentos muito abstratos), o surgimento das imagens enquanto manchas gráf**as. O plano que mostra uma lâmpada da iluminação pública e a expansão da luz branca que toma toda a tela, até gerar o desaparecimento da imagem. O eclipse total da imagem cinematográf**a é o branco da luz do projetor incidindo sobre a tela branca da sala. A película vazada, sem informações, sem manchas. A relação desta cena com o risco eminente de guerra nuclear nos anos 60.
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O Eclipse de Michelangelo AntonioniNo Cinema do Largo Nesta quinta-feira (24/11) às 19:00O Eclipse fecha a programação d...
23/11/2016

O Eclipse de Michelangelo Antonioni
No Cinema do Largo
Nesta quinta-feira (24/11) às 19:00

O Eclipse fecha a programação de filmes 2016 do Cinema do Largo.
Voltaremos com mais filmes e debate em 2017!

Para mais informações sobre a sessão
www.facebook.com/events/678482698980593/

Curta a página do Cinema do Largo para acompanhar a programação dos filmes www.facebook.com/cinemadolargo/..

O Eclipse de Michelangelo AntonioniNo Cinema do Largo Nesta quinta-feira (24/11) às 19:00Vittoria, logo após o fim de um...
23/11/2016

O Eclipse de Michelangelo Antonioni
No Cinema do Largo
Nesta quinta-feira (24/11) às 19:00

Vittoria, logo após o fim de um relacionamento, conhece Piero, um jovem operador da bolsa de valores. Eles iniciam uma relação frustrada que revela as diferenças que existem entre os dois.

O filme ganhou o Prêmio Especial do Jure no Festival de Cannes 1962

Convide seus amigos. Vamos debater!
Entrada franca.

Para mais informações sobre a sessão
www.facebook.com/events/678482698980593/

Curta a página do Cinema do Largo para acompanhar a programação dos filmes www.facebook.com/cinemadolargo/..
Foto de cena do filme O Eclipse (1962)..

Michelangelo Antonioni, Monica Vitti e Alain Delon durante as filmagens de O Eclipse (1962)O Eclipse será exibido no Cin...
21/11/2016

Michelangelo Antonioni, Monica Vitti e Alain Delon durante as filmagens de O Eclipse (1962)

O Eclipse será exibido no Cinema do Largo
na próxima quinta-feira 24/11 às 19:00

Para mais informações sobre a sessão
www.facebook.com/events/678482698980593/

Curta a página do Cinema do Largo para acompanhar a programação dos filmes www.facebook.com/cinemadolargo/..

O Eclipse de Michelangelo AntonioniNo Cinema do Largo Próxima quinta-feira (24/11) às 19:00Vittoria, logo após o fim de ...
20/11/2016

O Eclipse de Michelangelo Antonioni
No Cinema do Largo
Próxima quinta-feira (24/11) às 19:00

Vittoria, logo após o fim de um relacionamento, conhece Piero, um jovem operador da bolsa de valores. Eles iniciam uma relação frustrada que revela as diferenças que existem entre os dois.

O filme ganhou o Prêmio Especial do Jure no Festival de Cannes 1962

Convide seus amigos. Vamos debater!
Entrada franca.

Para mais informações sobre a sessão
www.facebook.com/events/678482698980593/

Curta a página do Cinema do Largo para acompanhar a programação dos filmes www.facebook.com/cinemadolargo/..
Foto de cena do filme O Eclipse (1962)..

Resumo do debate sobre o filme Millennium Mambo – 17/11/2016Publicamos aqui algumas ideias que foram debatidas durante a...
20/11/2016

Resumo do debate sobre o filme Millennium Mambo – 17/11/2016

Publicamos aqui algumas ideias que foram debatidas durante a sessão do filme Millennium Mambo (2001) de Hou Hsiao-Hsien.

- O uso da voz off no filme. Vicky conta o que vai acontecer nas cenas. Mas o que nós vemos na imagem é um pouco diferente daquilo que foi contado. Existe uma disjunção entre a voz off e as imagens no filme. Vicky narra os fatos de seu passado. Esta disjunção indica que a memória não é perfeita. A memória é uma narrativa (como a ficção) que exprime o ponto de vista (a perspectiva) de alguém.

- A importância da memória na obra de Hou Hsiao-Hsien. A memória coletiva (História) e as memórias individuais (lembranças). O cinema como produtor de memória. Os filmes como um misto de narrativas: memória e ficção. A memória impura, como uma soma de perspectivas diferentes e contraditórias.

- As imagens sensuais e sensoriais do filme. A proliferação de pequenas fontes luminosas e objetos que brilham na imagem. Um filme com muitas imagens noturnas. A ausência de luz natural e o uso de baixa iluminação. Imagens porosas, granuladas e desfocadas. Esta construção visual cria um clima de irrealidade e sufocamento, mistura de sonho, lembrança e realidade.

- As elipses entre as sequências. Nós não sabemos quanto tempo passa entre uma cena e outra. As situações são bastante autônomas. Os planos-sequência funcionam como pequenos filmes independentes. Não há uma trama central no filme, mas uma sucessão de situações.

- o uso do raccord falso no filme. Na cena em que Vicky chega bêbada na casa de Jack, ela entra com suas sacolas e a porta fecha. No plano seguinte, quando Jack chega, ele encontra a porta aberta e as sacolas no hall. Essa ausência de raccord marca a ideia de que não existe uma verdade única no filme. Nós estamos vendo postos de vista diferentes sobre a mesma cena. As lembranças de Vicky e as de Jack são diferentes.

- Sobre a construção das cenas. Geralmente a câmera f**a parada num ponto e realiza panorâmicas para seguir a movimentação dos personagens. Os personagens estão constantemente entrando e saindo de quadro. Essas entradas e saídas de quadro criam uma sensação constante no espectador da iminência do desaparecimento dos personagens. Dois personagens desaparecem durante o filme. Hou Hou desaparece depois que Vicky termina com ele. Jack desaparece na sua viagem para o Japão.

- Sobre a dificuldade de se capturar o presente. O filme não é um flash-back. Vicky narra os fatos de 2001 (ano de produção do filme) como se fossem o passado. Ao deslocar Vicky para 2011 (para o futuro) o filme trata o presente (2001) como passado. Com isso, Hou Hsiao-Hsien coloca a questão da dificuldade de se capturar o presente. O agora (presente) é algo difícil de ser capturado, mesmo pelo cinema. Pois nós transformamos o presente em memória quando o capturamos. Ao transformá-lo em memória nós o distorcemos e ele nos escapa. Mas a única maneira de capturar o presente é distorcendo-o, transformando-o em narrativas, em memória. Toda memória, toda narrativa, é um ponto de vista, uma perspectiva, um recorte do real.

- O cinema cria um recorte do mundo. O mundo é maior do que o quadro do filme. Talvez por isso a insistência de Hou Hsiao-Hsien em explorar os elementos sonoros do fora do quadro e também as saídas de quadro dos personagens. Durante todo o filme nos é indicado que um filme é uma perspectiva (recorte) do real e não o real ele mesmo.

- O plano final do filme. Os personagens desaparecem e vemos a rua do cinema numa cidade do Japão onde pássaros voam e pousam. A poesia da tentativa de capturar o efêmero e o agora do voo dos pássaros.
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Millennium Mambo no Cinema do Largo Nesta quinta-feira (17/11) às 19:00Vicky tem um namorado ciumento que a persegue tod...
16/11/2016

Millennium Mambo no Cinema do Largo
Nesta quinta-feira (17/11) às 19:00

Vicky tem um namorado ciumento que a persegue todas as vezes que ela tenta se separar dele. Este relacionamento conturbado é ameaçado quando um novo homem aparece em sua vida.

O filme ganhou o Prêmio Técnico de Design de Som no Festival de Cannes 2001

Convide seus amigos. Vamos debater!
Entrada franca.

Para mais informações sobre a sessão
www.facebook.com/events/205551469867493/

Curta a página do Cinema do Largo para acompanhar a programação dos filmes www.facebook.com/cinemadolargo/..

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