Tempo Glauber

Tempo Glauber Espaço para a preservação da memória de Glauber Rocha e do Cinema Nacional. A casa também funciona como um hub de produtoras e oferece cursos e cineclubes. D.

A intenção de D. Lucia Rocha foi a de reunir e divulgar a obra completa de Glauber Rocha, seus filmes, escritos e outros trabalhos. A Associação dos Amigos do Tempo Glauber é composto por um quadro de sócios formado diversos sócios, entre eles Lúcia Rocha, Ana Lúcia Rocha, irmã do cineasta, e os filhos Pedro Paulo, Eyck, Ava e Paloma Rocha, primeira filha de Glauber, sendo que sua neta Sara Ro

cha é a diretora executiva. O Tempo Glauber tem sua data de origem no ano de 1983, dois anos depois da morte do cineasta. Após longas reuniões com Darcy Ribeiro, então Vice-Governador do Rio de Janeiro, faz-se uma proposta para depositar o material coletado no Museu da Imagem e do Som, no estado do Rio de Janeiro. Heloisa Buarque de Holanda, então diretora do museu, aceita a ideia. No mesmo ano de 1983, o Tempo Glauber recebe seu primeiro espaço e, através do patrocínio do Grupo Mariani, monta a primeira equipe composta por profissionais que deram inicio à catalogação da obra. Devido às limitações de espaço e ao contínuo crescimento do acervo, percebe-se a necessidade de um novo espaço para acomodar toda a documentação, equipe e estruturas. Em 1986, Lúcia Rocha convoca uma reunião com o então Ministro Valdir Pires e o Presidente José Sarney para negociar as possibilidades de aquisição da casa onde a família residiu durante a década de 70. Os proprietários não aceitam a proposta enviada e busca-se uma alternativa. Numa rua ao lado, o INSS possui um lote de imóveis abandonados e em estado precário. Lúcia propõe então ao Governo a cessão de um dos imóveis para estabelecer o Tempo Glauber. Em 1987, Através da Lei Sarney, o Tempo Glauber recebe o patrocínio da White Martins e do Grupo Mariani, mas a reforma do imóvel necessita de verba complementar. O Governo do Estado, representado por Moreira Franco, toma a iniciativa de finalizar as obras de restauração e adaptação da casa. O Tempo Glauber abre suas portas pela primeira vez em 1989. Durante anos, funciona com uma pequena verba repassada pela Prefeitura do Rio de Janeiro. No entanto, o valor é suficiente apenas para a manutenção primária do local e o pagamento de uma equipe reduzida. Com o passar do tempo, crises políticas e cortes de verbas fazem com que o Tempo Glauber tenha dificuldade para se estabelecer. Na ausência de um patrocínio complementar, a casa dispensa sua equipe e fecha suas portas em 1993. Durante dois anos, a instituição funciona apenas apoiando exposições e mostras , porém com sua sede fechada ao público. Em 1995, re-estabelece acordo com a Prefeitura do Rio de Janeiro. Durante os quatro anos seguintes, implementa algumas atividades extras como cursos esporádicos, pequenos eventos em seu jardim e exibição de filmes. Em 1998, a casa contrata nova equipe e dá inicio ao departamento de cursos. No ano seguinte, no entanto, a sede da instituição vai a leilão público, pois o contrato de comodato já tinha expirado. A imprensa se mobiliza e uma campanha junto aos amigos e políticos é criada. Em 2000, através de um manifesto elaborado por Luiz Carlos Barreto, Walter Salles Jr., Cacá Diegues, João Rocha, Orlando Senna e Maria Clara Mariani, o Tempo Glauber convoca a presença do então Ministro do INSS, Waldeck Ornelas que, de pronto, se manifesta publicamente e suspende o Leilão, propondo a implementação de um Projeto Lei no Congresso. Folha da Bahia , 18 de Junho de 2000

“O ministro da Previdência, Waldeck Ornelas, reiterou o compromisso de doar ao Centro Cultural Tempo Glauber o imóvel de Botafogo, no Rio de Janeiro, que pertence ao INSS. O projeto de lei de doação já recebeu parecer favorável da Comissão de Seguridade Social da Câmara. Acompanhado por D. Lúcia Rocha, mãe de Glauber e administradora do espaço, e do produtor Luís Carlos Barreto, o ministro visitou o centro e garantiu que pedirá urgência na apreciação do projeto aos líderes dos partidos no Congresso Nacional.”

No mesmo ano, o Presidente da República Fernando Henrique Cardoso presta homenagem pública a D. Lúcia Rocha e seu filho Glauber, e oficializa o Projeto Lei nº PL-2280/1999, em que propõe a doação permanente do imóvel pelo INSS. O projeto aguarda aprovação. O Tempo Glauber através de cursos recebe o patrocínio da Fujifilm. A sede recebe uma nova pintura, reforços na segurança e alguns equipamentos. No mesmo ano, com recursos particulares e auxílio financeiro de amigos, João Rocha, diretor de relações, projeta e constrói em local anexo o Espaço Barravento, que traz variadas atividades culturais para a instituição. Em 2001 a Fujifilm renova o patrocínio e novas reformas são realizadas. No ano seguinte, sem renovações de patrocínio e com novas mudanças governamentais, o Tempo Glauber sofre nova crise. O departamento de cursos é suspenso. No final do ano, depois de longa pesquisa, descobre-se que o Projeto-Lei de doação é inválido, pois o INSS não pode fazer doações de imóveis. Consequentemente, ele é retirado de tramitação. A casa vai novamente a leilão. João Rocha mobiliza o conselho da casa. O leilão é paralisado e cancelado depois de intervenções políticas e mobilização da opinião pública. O Tempo Glauber fecha suas portas para o público pela segunda vez. Em 2003, através do Banco Opportunity, o Tempo Glauber recebe patrocínio da Brasil Telecom e passa por uma longa reforma. O sótão se torna um espaço para ilhas de edição, o salão passa por pintura e reforma do piso. Faz-se nova pintura externa, além de reformas elétricas e hidráulicas. Uma exposição permanente é montada e terminais de pesquisa são implementados com recursos gerados pelo patrocínio. O Tempo Glauber adquire o domínio próprio www.tempoglauber.com.br e o antigo site, locado em um sub-domínio, se torna um portal cultural. Novamente a casa sofre cortes de verba vindas da Prefeitura e os recursos do patrocínio são remanejados. Lúcia Rocha enfarta e embarca para São Paulo para uma cirurgia de emergência. Em 2004, é fundada a Associação dos Amigos do Tempo Glauber, sociedade não-comercial, dirigida por Paloma, Eryk e Sara Rocha, que tem como propósito captar e gerir verbas para a instituição, além de administrar o Espólio Glauber Rocha. A associação assina o primeiro convênio com o Ministério da Cultura e a casa contrata equipe de profissionais para compor o quadro de funcionários. Nos meses seguintes, a Petrobras assina o patrocínio para a restauração dos filmes de Glauber Rocha e é criada a Coleção Glauber Rocha. O Tempo Glauber fecha parceria de cooperação técnica com o Arquivo Nacional e com a Cinemateca Brasileira. Ao longo dos anos de 2005 e 2006, a Presidência da Republica e o Conarq decretam o Acervo Tempo Glauber como sendo de interesse público e nacional. O acervo é enquadrado como Patrimônio Nacional. Renova-se o convênio Tempo Glauber/MINC. A diretoria da instituição apresenta projeto de restauração do acervo para a Petrobras. O patrocínio é aceito. Em 2007, começa o processo de catalogação e digitalização dos 100.000 documentos que compõem o acervo Tempo Glauber divididos em Fundo Glauber Rocha e Fundo Lucia Rocha. Uma equipe de restauradores, pesquisadores e estagiários são contratados para realizar o processo. O Tempo Glauber se prepara para entrar numa nova fase. Em 2010, o Fundo Glauber Rocha é adquirido pelo Ministério da Cultura para acesso público e guarda na Cinemateca Brasileira. Hoje a Produção Intelectual de Glauber Rocha composta de 22 mil páginas, 400 desenhos, além de toda sua filmografia está digitalizada e duplicada. Entretanto, nova crise se instala, e o Tempo Glauber suspende suas atividades bruscamente. Em 2014, a Sav/Minc, estabelece um convênio de quatro meses para tratamento do Fundo Lucia Rocha. Os desenhos de Glauber Rocha estão sob a guarda do IMS – Instituto Moreira Salles no Rio de Janeiro

No início de 2015 o grupo formado pela Cinema Petisco e pela Cidadela, Arte, Cultura e Cidadania participa da administração do espaço junto à Associação Amigos do Tempo Glauber montando um hub de produtoras, promovendo eventos, cursos e cineclubes no espaço.

CURTAM a página no Facebook da  PEÇA FILME: " COMUNICADO A UMA ACADEMIA"Direção: Cavi Borges e Patrícia Niedermeier Estr...
11/04/2026

CURTAM a página no Facebook da PEÇA FILME: " COMUNICADO A UMA ACADEMIA"

Direção: Cavi Borges e Patrícia Niedermeier

Estréia dia 25 de abril!!!

POSTER OFICIAL da nossa PEÇA FILME:

" COMUNICADO A UMA ACADEMIA" - Livremente inspirado no conto de FRANZ KAFKA

DIREÇÃO: CAVI BORGES e PATRÍCIA NIEDERMEIER

UMA PRODUÇÃO: CAVIDEO, INTREPIDA TRUPE e MARCOS ARZUA

COM: PATRÍCIA NIEDERMEIER

DIREÇÃO DE MOVIMENTO: BETH MARTINS e VANDINHA JACQUES

ILUMINAÇÃO: DIOGO PERDIGÃO

TRILHA SONORA: DIOGO PERDIGÃO

FIGURINO: MÁRCIA PITANGA

ASSESSORIA DE IMPRENSA: SANDRA VILLELA

VIDEOS: CAVI BORGES e RAFAEL LOSSIO

Endereço

Rua Sorocaba, 190
Rio De Janeiro, RJ
22271-110

Horário de Funcionamento

Segunda-feira 10:00 - 18:00
Terça-feira 10:00 - 18:00
Quarta-feira 10:00 - 18:00
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Sexta-feira 10:00 - 18:00

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