02/09/2024
Dando sequência à série de artigos sobre marketing, segue o texto de hoje. Relevem erros, pela falta de tempo para revisões..
MARKETING IA
É conhecido quando uma pessoa que não sabia nem de ortografia e aparece agora com textos alinhados, bem formatados e com defesas aparentemente bem feitas.
A dica agora é o próprio nome: INTELIGÊNCIA “ARTIFICIAL”.
Tenho utilizado diariamente e com muita intensidade essa tecnologia desde o final do ano passado. Sim, eu acelerei muito todos meus processos. Mas, posso garantir que, pelo menos por enquanto, as margens de acerto são de 50%. Sim, você tem 50% de chance de acertar ou de errar. É como tirar cara ou coroa. Você apostaria boa parte do seu suado dinheiro numa aposta de cara ou coroa? Ora, se você respondeu negativo, imagina quem poderia colocar dinheiro num projeto ou campanha sua?
Para que você me compreenda melhor, permita-me aprofundar um pouco. Lá pelos anos 2005 ou 2006, quase 20 anos atrás, tive essa matéria na grade de Sistemas de Informação. As atenções do universo digital estava já bastante empolgada com a tecnologia. Mas os resultados eram ainda insipientes.
Uma das tecnologias era chamada de RNA (Redes Neurais Artificiais), que emulava o comportamento de aprendizado do cérebro humano. Invés de um programa seguir linhas de comando estruturadas, ou orientadas a objetos ou tarefas (ainda muito presentes hoje), nas quais os sistemas computacionais perseguem listas de comandos sequenciais, um a um, como seguir receita de bolo, com a IA, ela captura respostas de sensores, receptores de comportamentos do universo ao seu redor, dos quais tenha acesso, tabula os dados, busca validar coletivamente as relevâncias, os transformam em informações e salvam em banco de dados.
Com a IA, tudo é analisado toda hora. Daí, a capacidade do algoritmo aprender e se adequar. É, portanto, uma tecnologia que “aprende” autonomamente todos os dias, num crescimento exponencial e muito, muito mais rápida do que humanos. A cada dia, a cada mês, a cada ano, tende a “saber” muito e muito mais.
E não para por aí. Assim como a IA vai aprendendo a desenvolver tarefas autonomamente, ela é também capaz de gerar novos aplicativos e novos programas, por hora, com nossa ajuda, dos programadores. Sim, por hora, porque não se assuste se a IA passar a criar sozinha as soluções, sem, inclusive, alguém pedir. Basta ela perceber o ambiente, a demanda, o público-alvo e potencial de mercado.
Daí, o consenso: quais profissões atuais e futuras não estão ameaçadas? Será que vamos passar por um tipo de Revolução Industrial reversa, na qual nós, humanos, voltaremos para o trabalho braçal assumido pelas máquinas, já que a inteligência criativa e gestora caiu no domínio dos computadores? E se as máquinas dominarem o mundo, como no universo das ficções? É assustador, não!?
De volta à pauta, como f**a a comunicação, propaganda e publicidade com a IA? Hoje, no momento que escrevo e que já testei, posso afirmar que roteiros enlatados de vídeos e filmes, desses que não demandam estratégias um pouco mais elaboradas, um ChatGPT ou Gemini acertam bem. As redações de textos são também melhores do que muitos brasileiros natos, inclusive com formação superior. Acho que dispensa em falar de quem graduou em comunicação sem empenho. Sentiu a pressão!?
Há centenas ou milhares de ferramentas disponíveis com IA. Já vi jingles criados pelo Suno para campanhas políticas bem assertivos. Afinal, para uma música ser “chiclete”, pegar no gosto popularesco, não se exige muito, não? Edições de imagens, de vídeo, a IA acelera bem o processo com criações de legendas automáticas, que ainda precisam ser corrigidas manualmente. Criações de logomarcas idem, conseguem acelerar, mas erram ainda muito.
O principal mesmo é você dominar bem as técnicas, para conseguir requisitar os prompts com muita precisão e inteligência NATURAL. IA (Inteligência Artificial) funciona sim, mas depende diretamente da inteligência nata de quem a requisita. Daí, o cara ou coroa que expus acima.
Resumindo, aproveitem a IA para reduzir custos e acelerar processos. Mas não sem ter domínio técnico do que vai requisitar. E aí, coitado daqueles que fiaram em não estudar e não dominar seus ofícios. Esses pobres coitados têm sido imediatamente substituídos pelos computadores.
Para nós, da geração X, que aprendemos com enciclopédias Delta Larousse, Barsa, em bibliotecas públicas e escrevendo trabalhos escolares à mão, creio que temos mais 1 ou 2 anos de bons ventos surfando em boas ondas, acelerados pela IA. Daí em diante… vá saber!
Para você que apostou tudo só na IA na sua campanha, muito boa sorte! Campanha estrategicamente orientada, certamente, não vai receber. Quem sabe pediu coroa e o giro da moeda até sua mão lhe seja favorável...