Citações de quem escuta

Citações de quem escuta Esta pagina me permite reunir textos e citações que fazem parte de uma pesquisa constante que faço sobre comunicação, feminismo, sexismo, machismo.

"Eu não sou o que aconteceu comigo, eu sou o que escolho tornar-me." Carl Gustav Jung

17/05/2025

A imprensa brasileira é muito engraçada. Já reparou que quando falam de ricos, se é americano é “bilionário”; se é russo, é “oligarca”?
Olha como é divertido: o governo dos EUA é sempre chamado de “administração”, o governo da China é o ”regime”. Nas guerras é, no mínimo, curioso: o Hamas “assassina, executa os reféns prisioneiros”, mas Israel “elimina terroristas capturados”. Pela mesma lógica, a Rússia quer “invadir”, mas os EUA e Israel pretendem apenas “anexar”.
Se estão falando da autoridade máxima do Irã ou da Venezuela, é “Ditador”. Mas quanto a países sem eleições como na Arábia Saudita ou na Ucrânia, são “líderes” e “Presidentes”. Muito estranho, né? Se a inflação na argentina foi de 200% em 2004, está sob controle. Aqui, a 5%, pronto: “disparou!” Se os cafeicultores e donos de granjas resolvem dirigir as vendas de seus produtos para o mercado externo e faturar café e ovo em dólar, o Lula “desabasteceu” o país! Se ele proíbe a jogada, é “intervencionista”.
O Guedes apenas “superou o teto de gastos”, mas o Haddad opera sempre uma “gastança” que “compromete o controle do Déficit Público”. Lula não cobra imposto, Lula “taxa!”. Com Lula o dólar não sobe, com Lula o dólar “explode”, a bolsa não recua, ela sempre “despenca”. Os governadores da oposição não aumentam a dívida nem cortam serviços essenciais, muito menos entregam patrimônio público… não: eles “enxugam a máquina”.
Pudera: a ultrafinanceirização da economia desmontando o Estado e com ele todas as garantias sociais é chamada de "responsabilidade fiscal". É assim que a banda da mídia toca, e a tal Duailib é apenas o Sardemberg da vez, hipnotizando a turba de esfarrapados.
Dilma era “descontrolada”, “mão de ferro”. Temer era “firme”.
A linguagem é tudo quando queremos colonizar uma nação. Tudo.
(Renato Janine Ribeiro, professor de Ética e Filosofia Política na USP)

A traição é uma experiência dolorosa e espiritualmente complexa — tanto para quem a sofre quanto para quem a comete. É, ...
01/04/2025

A traição é uma experiência dolorosa e espiritualmente complexa — tanto para quem a sofre quanto para quem a comete. É, antes de tudo, a quebra de um laço sagrado: a confiança. No Espiritismo, compreendemos que os efeitos desse rompimento podem ultrapassar a existência atual, estendendo-se por outras encarnações e impactando diretamente o progresso espiritual das almas envolvidas.
Há muitas formas de trair: um parceiro, um amigo, um familiar. Mas aqui, falamos especialmente da infidelidade conjugal. Quando ela ocorre, abre feridas profundas na alma, muitas vezes difíceis de curar. A literatura espírita revela que essas dores não desaparecem com o tempo ou com a morte do corpo físico — elas se projetam no espírito, gerando desafios que podem ser trazidos para a próxima vida.
Quem trai, muitas vezes, enxerga o ato como um deslize. Mas para quem foi traído, o impacto é devastador. Alguns associam essa dor ao orgulho ferido, mas, em muitos casos, ela está ligada ao amor sincero, à entrega verdadeira e ao sentimento de ter sido violado em algo muito íntimo.
O Espiritismo nos orienta a buscar a libertação pelo perdão. Esse é o primeiro passo para restaurar a paz interior. Perdoar não é esquecer, mas é se libertar da prisão emocional. É escolher não carregar a dor pelo resto da jornada.
Como nos ensina André Luiz, pela psicografia de Chico Xavier: “A chave para superar uma traição é o perdão, seja ele sucedido por uma nova chance ou pelo fim da relação.”

A traição é uma experiência dolorosa e espiritualmente complexa — tanto para quem a sofre quanto para quem a comete. É, antes de tudo, a quebra de um laço sagrado: a confiança. No Espiritismo, compreendemos que os efeitos desse rompimento podem ultrapassar a existência atual, estendendo-se por outras encarnações e impactando diretamente o progresso espiritual das almas envolvidas.

Há muitas formas de trair: um parceiro, um amigo, um familiar. Mas aqui, falamos especialmente da infidelidade conjugal. Quando ela ocorre, abre feridas profundas na alma, muitas vezes difíceis de curar. A literatura espírita revela que essas dores não desaparecem com o tempo ou com a morte do corpo físico — elas se projetam no espírito, gerando desafios que podem ser trazidos para a próxima vida.

Quem trai, muitas vezes, enxerga o ato como um deslize. Mas para quem foi traído, o impacto é devastador. Alguns associam essa dor ao orgulho ferido, mas, em muitos casos, ela está ligada ao amor sincero, à entrega verdadeira e ao sentimento de ter sido violado em algo muito íntimo.

O Espiritismo nos orienta a buscar a libertação pelo perdão. Esse é o primeiro passo para restaurar a paz interior. Perdoar não é esquecer, mas é se libertar da prisão emocional. É escolher não carregar a dor pelo resto da jornada.

Como nos ensina André Luiz, pela psicografia de Chico Xavier: “A chave para superar uma traição é o perdão, seja ele sucedido por uma nova chance ou pelo fim da relação.”

Gilberto Gil no livro DISPOSIÇÕES AMORÁVEIS de Ana Oliveira
07/03/2025

Gilberto Gil no livro DISPOSIÇÕES AMORÁVEIS de Ana Oliveira

29/01/2025

“Let them”
(Deixe-os)

Apenas deixe-os.
Se eles quiserem escolher algo ou alguém em vez de você, DEIXE-OS. Se eles quiserem ficar semanas sem falar com você, DEIXE-OS.
Se eles estiverem bem em nunca mais te ver, DEIXE-OS.
Se eles estiverem bem em sempre se colocar em primeiro lugar, DEIXE-OS. Se eles estiverem mostrando quem eles são e não o que você percebeu que eles eram, DEIXE-OS.
Se eles quiserem seguir a multidão, DEIXE-OS.
Se eles quiserem te julgar ou te entender mal, DEIXE-OS.
Se eles agirem como se pudessem viver sem você, DEIXE-OS.
Se eles quiserem sair da sua vida e ir embora, segure a porta aberta e DEIXE-OS.
Deixe-os te perder.
Você nunca foi deles, porque você sempre foi de você mesmo.
Então deixe-os.
Deixe-os mostrar quem eles realmente são, não te dizer.
Deixe-os provar o quão dignos eles são do seu tempo. Deixe-os dar os passos necessários para fazer parte da sua vida.
Deixe-os ganhar seu perdão.
Deixe-os te ligar para falar sobre coisas comuns.
Deixe-os te levar para sair em uma quinta-feira.
Deixe-os falar sobre qualquer coisa e tudo, só porque é você com quem eles estão falando.
Deixe-os ter um lugar seguro em você. Deixe-os ver o coração em você que não endureceu.
Deixe-os te amar.
Cassie Phillips

29/01/2025

"A solidão não é apenas a ausência de pessoas.
É a ausência de propósito, a ausência de significado.
Quando você se encontra em um mundo onde tudo parece estranho e distante, onde cada conexão é superficial e cada tentativa de compreensão é enfrentada com indiferença, você percebe que a verdadeira solidão não é estar sozinho, mas sentir-se sozinho em um mundo que não te faz feliz, sem sentido."

Haruki Murakami

29/01/2025

"Eu tinha cinco anos. A professora escreveu no quadro: "Todos os homens são mortais". Senti um grande alívio, uma grande alegria.
Naquela tarde, quando saí da escola, corri para casa e abracei minha mãe de perto.
"Que sorte mãezinha, você nunca vai morrer! "Disse-lhe, arrebatadamente.
"O quê? " perguntou minha mãe, surpreendida.
Separei-me mal dela e expliquei-lhe:
- A professora escreveu no quadro que os homens são mortais.
E você é mulher!. Felizmente, você é mulher, eu disse e abraçei-a novamente.
Minha mãe me separou ternamente dos seus braços.
- Essa frase, minha querida, inclui homens e mulheres. Todos e todas morreremos um dia.
Senti-me completamente consternada e desiludida.
-Então, por que não escreveu isso? : "Todos os homens e mulheres são mortais"? Perguntei.
Bem, disse minha mãe, na verdade, para simplificar, nós mulheres estamos trancadas na palavra "homens".
- Trancadas? - Eu perguntei. Por quê?
-Porque somos mulheres - respondeu minha mãe.
A resposta me confundiu.
E por que nos prenderam? Perguntei-lhe.
É muito longo para explicar, minha mãe respondeu. Mas aceite assim. Há coisas que não são fáceis de mudar.
- Mas se eu disser "todas as mulheres são mortais"? também prende os homens?
- Não, respondeu a minha mãe. Essa frase se refere apenas às mulheres.
Tive uma crise de choro.
Entendi de repente muitas coisas e algumas muito desagradáveis, como que a linguagem não era a realidade, mas uma maneira de prender as coisas e as pessoas, de acordo com o seu gênero, embora eu mal soubesse o que era gênero: além de servir para fazer saias, o gênero era uma forma de prisão. "

*Cristina Peri Rossi -Escritora Uruguaiana Vencedora 2021 do Prêmio Cervantes

Endereço

São Paulo, SP

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