Caridade a cima de tudo

Caridade a cima de tudo ombro amigo AMOR

Acredite sempre no amor. Não fomos feitos para a solidão. Caso tenha se separado,
curta a dor, mas se abra para outro amor. Arrisque!

Se você está sofrendo por amor,
está com a pessoa errada ou
amando de uma forma ruim para você. E se estiver amando, declare o seu amor. Cada vez mais, devemos exercer o
nosso direito de buscar o que queremos (sobretudo no amor). Mas atenção: elegância e bom senso são fundamentais. O amor não é para covardes. Quem fica a noite em casa sozinho, só terá que decidir que pizza pedir. E o único risco

será o de engordar, mas
lembre-se. "Curta muito a sua companhia." Casamento dá certo
para quem não é dependente. Aprenda a viver feliz - mesmo sem homem/mulher ao lado. Se não tiver com quem ir ao cinema,
vá com a pessoa mais fascinante:
VOCÊ!

26/04/2018

Não se afastar

Muitas pessoas demonstram descontentamento com o meio em que habitam.

Afirmam-se sem afinidade com os parentes.

Não apreciam os colegas de trabalho.

Encontram apenas defeitos nos vizinhos.

Abominam o caráter e o comportamento dos habitantes de seu país.

De forma gradual, procuram afastar-se do convívio familiar e social.

Surpreendentemente, muitos dos que assim agem se dizem cristãos.

Encantados com a figura e a mensagem do Cristo, sonham com um mundo perfeito.

Contudo, esquecem que Jesus deixou por supremo mandamento o amor.

É impossível ao mesmo tempo amar e desprezar.

No contexto da mensagem cristã, o amor não é necessária e imediatamente um sentimento.

Afinal, é difícil demonstrar arroubos de ternura por um inimigo, por alguém que nos deseja o mal.

Mas é sempre possível agir corretamente com todas as pessoas.

Tratá-las como gostaríamos de ser tratados, se estivéssemos no lugar delas.

Assim, embora o comportamento de alguns companheiros não nos agrade, devemos ser sempre corretos com eles.

Essa correção de atitude implica auxiliá-los em suas dificuldades, da espécie que sejam.

É bom que já anelemos por uma sociedade mais pura.

Constitui um sinal de progresso nosso desgosto com ambientes e hábitos corrompidos.

Mas isso não é razão para desprezarmos os irmãos de jornada.

Se desejamos a união com o Cristo, precisamos lembrar que Ele jamais desampara a Humanidade.

Em certa passagem do Evangelho, o Mestre foi explícito ao afirmar que nenhuma de Suas ovelhas se perderia.

Se a luz da consciência já brilha forte em nós, auxiliemos na transformação do mundo em que vivemos.

A Providência Divina nos colocou no ambiente em que mais úteis podemos ser.

Não convém hesitar quando o bom combate apenas começa.

Por séculos, em inúmeras encarnações, a ignorância imperou em nossos atos.

É um conforto perceber que finalmente reunimos condições de laborar no bem.

Regozijemo-nos com isso e partilhemos nossos tesouros materiais e espirituais.

Todos os homens são irmãos.

O cristão não pode fugir dos semelhantes.

Ele necessita ser um fator de luz e de paz nos meios em que se movimenta.

A mensagem cristã não constitui um convite ao afastamento da Humanidade.

Ser cristão não implica a busca de uma santidade artificial e contemplativa.

Ao contrário, esse estado de consciência exige trabalho ativo na transformação do mal em bem.

Os exemplos de Jesus foram muito claros nesse sentido.

Ele não se furtou de conviver com mulheres equivocadas e ladrões, a título de preservar a própria pureza.

O Cristo jamais fugiu do contato com os discípulos.

Esses é que O abandonaram na hora do extremo testemunho.

O Mestre não se afastou dos homens.

Os homens é que O expulsaram de seu convívio pela crucif**ação dolorosa.

Não sejamos nós, em nossa imperfeição, a evitar o contato com o próximo.

Se desejamos a paz do Cristo, é natural pedirmos a Ele que nos liberte do mal.

Mas não é legítimo rogarmos que nos afaste dos locais de luta.

Com o Mestre, devemos aprender a conformar nossa vontade com os propósitos divinos.

A encontrar prazer em ser um fator de paz e progresso.

A cooperar alegremente na execução da Vontade Celeste, quando, como e onde for necessário.

Pensemos nisso.

26/04/2018

Salário ideal

Você está satisfeito com o seu salário?

Provavelmente não, pois são contínuas as reclamações a respeito da baixa remuneração que, como dizem, não dá para nada.

Ouve-se dizer que o dinheiro que se ganha, ao final do mês, mal dá para quitar débitos anteriormente assumidos.

O estranho em tudo isso é que, se as reclamações pela melhoria dos salários provêm de todas as classes trabalhistas, o que se verif**a em questão de qualidade de trabalho é quase o caos.

Não se percebe, falando de forma generalizada, que as pessoas se preocupem em realizar bem a sua tarefa.

Contrata-se um jardineiro para colocar em ordem o jardim. E o que se obtém é uma poda mal feita, grama mal aparada e a terra mal espalhada pelos canteiros.

Entrega-se uma criança aos cuidados de uma babá e se percebe a má vontade com que segue os passos vacilantes do pequeno, inquieto e vivaz.

Recomenda-se um idoso enfermo a determinado atendente e nos surpreendemos com a forma com que ele é tratado, às pressas, sem atentar para detalhes.

Balconistas apressados, servidores desatenciosos, vendedores impacientes.

Em todos os lugares nos deparamos com criaturas que somente pensam em olhar para o relógio, no aguardo do final do expediente, atendendo suas tarefas com descuido e até desleixo.

À conta disto, decai a qualidade e trabalhos contratados são concluídos e entregues de forma afoita.

Se digno é o trabalhador do seu salário, como nos alerta o Evangelho, é também muito justo que o trabalhador execute o seu trabalho com disposição e cuidado.

Que nos custará, na qualidade de jardineiros, atender à poda devidamente, afofar a terra com carinho? Afinal, as plantas dependem de nós.

Quantos minutos despenderemos a mais se nos detivermos, junto ao idoso ou ao enfermo, e estendermos a colcha com cuidado, interessando-nos pelo seu bem-estar?

E poderemos acaso nos dar conta da responsabilidade que é zelar pelos passos de um bebê?

Podemos avaliar o quão emocionante é acompanhar o desenvolvimento de um ser tão pequeno, e vê-lo a cada dia vencer mais um obstáculo?

Não importa qual seja nossa profissão, qual seja a nossa tarefa.

O que importa, e muito, é que a realizemos com amor, aprimorando-nos na sua execução.

Quer se trate de lavar uma simples peça de roupa ou lidar com sofisticados aparelhos computadorizados, é necessário que nos conscientizemos de que, tanto quanto desejamos receber dos demais o melhor, compete-nos doar o melhor.

Portanto, antes de prosseguirmos a reclamar da nossa remuneração, revisemos a qualidade dos nossos serviços.

Preocupemo-nos muito mais em nos tornarmos excelentes profissionais, o que signif**a criaturas responsáveis, ativas, competentes.

* * *

Sejam quais forem as tuas possibilidades sociais ou econômicas, trabalha!

O trabalho é, ao lado da oração, o mais eficiente antídoto contra o mal, porquanto conquista valores incalculáveis com que o Espírito corrige as imperfeições e disciplina a vontade

26/04/2018

ícone Não se deixe soterrar

Conta-se que um fazendeiro, que lutava com muitas dificuldades, possuía alguns cavalos para ajudar no trabalho de sua pequena fazenda.

Um dia, o capataz lhe trouxe a notícia que um de seus cavalos havia caído num velho poço abandonado.

O buraco era muito fundo e seria difícil tirar o animal de lá.

O fazendeiro avaliou a situação e certificou-se de que o cavalo estava vivo. Mas, pela dificuldade e o alto custo para retirá-lo do fundo do poço, decidiu que não valia a pena investir no resgate.

Chamou o capataz e ordenou que sacrif**asse o animal soterrando-o ali mesmo.

O capataz chamou alguns empregados e orientou-os para que jogassem terra sobre o cavalo até que o cobrissem totalmente e o poço não oferecesse mais perigo aos outros animais.

No entanto, à medida que a terra caía sobre seu dorso, o cavalo se sacudia, derrubava-a no chão e ia pisando sobre ela.

Logo, os homens perceberam que o animal não se deixava soterrar, mas, ao contrário, estava subindo à medida que a terra caía, até que, finalmente, conseguiu sair.

* * *

Algumas vezes nós nos sentimos como se estivéssemos no fundo do poço e, de quebra, ainda temos a impressão de que estão tentando nos soterrar para sempre.

É como se o mundo jogasse sobre nós a terra da incompreensão, da falta de oportunidade, da desvalorização, do desprezo e da indiferença.

Nesses momentos difíceis, é importante que lembremos da lição profunda da história do cavalo e façamos a nossa parte para sair da dificuldade.

Afinal, se nos permitimos chegar ao fundo do poço, só nos restam duas opções: ou nos servimos dele como ponto de apoio para o impulso que nos levará ao topo, ou nos deixamos f**ar ali até que a morte nos encontre.

É importante que, se estamos nos percebendo soterrar, sacudamos a terra e a aproveitemos para subir.

Ademais, em todas as situações difíceis que enfrentamos na vida, temos o apoio incondicional de Deus, nosso Pai Celestial, do qual podemos nos aproximar através da oração.

E a oração é uma poderosa alavanca de que podemos lançar mão a qualquer momento e em qualquer lugar.

* * *

Jesus nos recomendou oração e vigilância.

A vigilância constante pode nos poupar de muitos dissabores, pois quem está atento facilmente percebe a investida de sentimentos perigosos que podem nos infelicitar.

É a chegada silenciosa de uma desilusão, da inveja, do orgulho, da soberba, da solidão e de outros tantos detritos que pesam em nossa economia moral e tendem a nos levar para o abismo.

A oração é recurso precioso que nos permite as forças necessárias para resistir a todas as investidas menos felizes.

Por isso, vale a pena meditar sobre os sábios conselhos do Mestre de Nazaré, pois eles podem nos ser muito úteis na conquista da felicidade que tanto desejamos.

26/04/2018

Três imperativos

Em uma conhecida passagem evangélica, Jesus afirma: Pedi e recebereis, Buscai e achareis, Batei e se abrirá.

Pedir, buscar e bater são os três imperativos da recomendação do Cristo.

O problema consiste em aplicar sabiamente esses comandos.

A existência humana nem sempre é tranquila. Frequentemente não é fácil identif**ar a conduta correta.

Perante os reclamos e os valores do mundo, a fronteira entre o certo e o errado se esfumaça.

Os convites mundanos são muito sedutores e se apresentam como algo razoável.

Negá-los, às vezes, parece uma insensata submissão a hábitos demasiado rígidos.

Fica-se entre o dever e a vontade.

Nesse embate, a razão, não raro, se impressiona com os exemplos alheios e apresenta o dever como conduta antiquada.

Surge a ideia de que, se todos fazem algo, isso deve ser normal.

O problema é que ninguém nasce na Terra para seguir exemplos desvirtuados e viver exóticas fantasias.

Todos os homens são Espíritos e sua morada natural é no plano espiritual.

Quando aqui renascem é para cumprir programas de superação de velhos vícios e desenvolvimento de variadas virtudes.

A finalidade do existir terreno é a transcendência, jamais a adoção de comportamento mais apropriado aos animais irracionais.

Embora as conveniências mundanas figurem determinados hábitos como aceitáveis, nem por isso eles deixam de comprometer espiritualmente quem os adota.

Os exemplos de condutas desvirtuadas são os mais diversos.

Tem-se a vivência sexual apartada de vínculos afetivos e de uma proposta de vida em comum.

Há também a desonestidade de qualquer ordem, a indiferença perante os miseráveis, o abandono moral ou material de pais idosos ou enfermos.

Embora se tente justif**ar com novos valores, com a correria da vida moderna, não há argumento que converta atos levianos e indignos em conduta louvável.

Nesse emaranhado de lutas e dúvidas, convém refletir sobre os três imperativos da exortação do Cristo.

É preciso aprender a pedir caminhos de libertação da antiga cadeia de maus hábitos.

É necessário desejar com força a saída do escuro círculo no qual a maioria das criaturas perde a visão dos interesses eternos.

Após pedir com correção, impõe-se o buscar.

O ato de buscar constitui um esforço seletivo.

O mundo segue pleno de solicitações inferiores, mas urge localizar a ação digna e libertadora.

Muitos perseguem miragens perigosas, como mariposas que se apaixonam pela claridade de um incêndio.

Convém aprender a buscar o bem legítimo, o desejo de ser melhor, de superar-se, de transcender.

Estabelecido o roteiro edif**ante, chega o momento de bater à porta da edif**ação.

Bater tem o sentido de esforço metódico e contínuo.

Sem persistência, é difícil transformar as experiências humanas em fatores de libertação para a eternidade.

Não basta, pois, pedir sem rumo, procurar sem análise e agir sem objetivo elevado.

Urge pedir ao Pai Celestial a libertação do passado de equívocos.

Mas também é preciso buscar atividades nobres e nelas localizar o próprio esforço de redenção.

Pedir, buscar e bater.

Esses três verbos contêm um roteiro de libertação, com destino a vivências sublimes.

É necessário apenas bem utilizá-los.

Pense nisso.

26/04/2018

Lúcia era uma mulher feliz. Como poucas, acreditava.

Casada com o homem por quem se apaixonara nos verdes anos da adolescência, vivia o sonho da mulher realizada. Um filho lhe viera coroar a felicidade.

Que mais ela poderia desejar?

Acordava pela manhã e saudava o dia cantarolando. Com alegria realizava as tarefas do lar, cuidava do filho, aguardava o marido.

Tudo ia muito bem. Até o dia em que descobriu que o homem que tanto amava, a traía. E não era de agora. O problema vinha tomando corpo de algum tempo.

Magoada, se dirigiu ao marido. Exigiu-lhe e falou-lhe de respeito.

A resposta foi brutal, violenta. O homem encantador tornou-se raivoso, briguento. Chegou a lhe bater.

Foi nesse dia que Lúcia teve a certeza de que seu casamento acabara. Era o cúmulo.

Não poderia prosseguir a viver com alguém que chegara à agressão física.

Então, acordou na manhã de tristeza, depois de uma noite de angústia e tomou uma séria decisão.

Iria se matar. Acabar com a própria vida. Mais do que isto. Ela desejava vingança.

Por isso, tomou o filho de quatro anos pela mão e decidiu que o mataria. Queria que o marido f**asse com drama de consciência.

Seu destino era o Farol da Barra, na cidade de Salvador, na Bahia, onde residia. Ela sabia que era um local onde o mar batia com violência no penhasco.

A rua por onde transitava era movimentada. Muitos carros. Enquanto aguardava para atravessar a rua, a criança lhe escapou das mãos e correu, entre os carros. Ela se desesperou.

Estranho paradoxo. Conduzia a criança pela mão e tencionava jogá-la do penhasco ao mar para que morresse.

Mas, quando a vê correr perigo, esquecida de si mesma, vai-lhe ao encontro, agarra-a, até um pouco raivosa. Puxa-­a pela mão.

Neste momento, a criança se abaixa, alheia a tudo que se passava, e recolhe do chão um papel.

Lúcia o arranca das mãos do pequeno e um título, em letras grandes, lhe chama a atenção: Um minuto apenas.

Ela lê: Num minuto apenas, a tormenta acalma, a dor passa, o ausente chega. O dinheiro muda de mão, o amor parte, a vida muda.

Vai andando, puxando a criança e lendo a página. Era uma página mediúnica que vinha assinada por um Espírito.

Ela terminou de ler. Passou o ímpeto. Em um minuto. Parou, olhou ao redor e verificou que tinha chegado ao seu destino. O penhasco estava próximo. Sentou-se e teve uma crise de choro.

O impulso de se matar havia desaparecido. Tornou a ler a mensagem. Ela se recordou de um senhor que era espírita e trabalhava no banco, no mesmo onde seu marido trabalhava.

Foi para casa. Lembrou que um dia, jantando em casa dele, ele falara algo sobre espiritismo. Algo que ela e o marido, por terem outra formação religiosa, rechaçaram de imediato.

Ela lhe telefonou, pediu-lhe orientação e ele a encaminhou a um centro espírita.

Atendida por companheiro dedicado, que lhe ouviu os gritos da alma aflita, passou a buscar na oração sincera, na leitura nobre, no passe reconfortante, as necessárias forças para superar a crise.

O marido, notando-lhe a mudança, a calma, no transcorrer dos dias, a seguiu em uma das suas saídas do lar. Desconfiado, adentrou ele também à casa espírita. Para descobrir uma fonte de co***lo e esclarecimento.

Hoje, ambos trabalham na seara espírita. Reconstituíram sua vida, refizeram-se. Os anos rolaram. O garoto é um adolescente e mais dois filhos se somaram a ele.

* * *

Mudança de rumo. A vida muda. Em um minuto apenas. Em um minuto apenas Deus providencia o socorro.

Pode ser um coração atento, uma mão amiga ou um pedaço de papel impresso caído na calçada. Papel que o vento não levou para longe.

Um minuto apenas e o amor volta. A esperança renasce. Um minuto apenas e o sol rompe as nuvens, clareando tudo.

Não se desespere. Espere. Um minuto apenas. O socorro chega. O panorama se modif**a. A vida refloresce.

Tenha paciência. Não se entregue à desesperança. Aguarde. Enquanto você sofre, Deus providencia o auxílio.

Aguarde. Um minuto apenas. Sessenta segundos. Uma vida.

Um minuto a mais...

* * *

Em um minuto apenas, a Misericórdia Divina se derrama, cheia de bênçãos, nas vielas escuras dos passos humanos. Corrige, saneia, repara, transformando-as em estradas luminosas no rumo da vida maior.

06/03/2018

Dar a volta por cima

É impressionante como algumas pessoas sabem agir com inteligência e bom senso diante das situações adversas que a vida lhes apresenta.

Há algum tempo, um ator famoso sofreu um assalto e foi ferido gravemente, f**ando em coma por muito tempo. Os dias se passaram, os meses se somaram e, apesar das limitações impostas ao corpo físico, continuou lutando com bravura.

Gerson Brenner não se deixou vencer pela soma de acontecimentos amargos e começou a grande luta para dar a volta por cima e continuar vivendo, ainda que com graves limitações nos movimentos do corpo.

Um narrador de futebol, não menos famoso, sofreu um acidente de automóvel e ficou por longo tempo sem contato com o mundo exterior.

Apesar das barreiras imensas que tentavam isolá-lo do mundo, Osmar Santos empreendeu uma batalha acirrada e, depois de longo tempo, conseguiu se comunicar com o mundo através da arte, pintando quadros.

Ele conseguiu dar a volta por cima e reinventar sua vida.

Um dia, um acidente de ultraleve matou a esposa de um cantor popular e o jogou num leito de hospital com graves ferimentos na medula e no cérebro.

Poucos acreditavam que ele sairia dessa.

Mas Herbert Viana deu a volta por cima, demonstrando rara coragem e uma disposição inabalável.

Surpreendendo médicos e enfermeiros, ele aparece cantando e dedilhando sua guitarra para alegrar a enfermaria repleta de pacientes que, como ele, enfrentam horas seguidas de fisioterapia.

Assim como essas pessoas famosas, há também muitos heróis anônimos que dão a volta por cima e vencem situações de extrema dificuldade.

E, ao contrário do que muita gente pensa, essas são atitudes de pessoas que sabem usar a razão e o bom senso.

Percebem que não há como vencer, senão aceitando o desafio que as Leis maiores lhes oferecem, com resignação e coragem.

Esses são os verdadeiros vencedores, pois transformam uma situação aparentemente sem saída, numa nova maneira de encarar a vida.

É como se admitissem a si mesmas: Se Deus me ofereceu esta situação difícil é porque preciso aprender alguma lição com ela. E é isso que vou fazer.

Nesse caso, é a obediência consentida pela razão, e a resignação aceita pelo coração.

Essa é a posição de um filho que confia no seu Pai e Dele sempre espera o melhor, ainda que esse melhor chegue com aparência de desgraça.

Um filho que confia num Pai amoroso e justo e procura retirar de cada situação uma lição a mais, um aprendizado útil, mesmo que seja uma demonstração de coragem, de fé, de humildade, de confiança.

E você? Já pensou nas lições que Deus espera que aprenda com as situações que lhe apresenta?

Se ainda não havia pensado, pense agora, ainda há tempo.

Considere que as provas sempre guardam relação com o tipo de aprendizagem que precisamos demonstrar e são proporcionais ao nosso grau de evolução.

Assim, se é a nossa paciência que deve ser testada, teremos uma prova correspondente. Se é a humildade, uma prova em que possa ser demonstrada, e assim por diante.

* * *

Conforme nos recomendou o grande Apóstolo Paulo de Tarso, aprendamos a dar graças por tudo.

A flor agradece, com o seu perfume, a terra escura que lhe permitiu nascer e florescer.

A borboleta dá graças ao casulo desprovido de beleza que lhe permitiu efetuar a sensível metamorfose, bailando no ar e contribuindo com a polinização.

Quando o enfermo recupera a saúde, bendiz a dor que lhe trouxe a lição do equilíbrio.

Por todas essas razões, aprendamos a agradecer a tempestade que renova, a luta que aperfeiçoa, o sofrimento que ilumina.

Lembrando sempre que a alvorada é dádiva do céu que surge após a noite escura na Terra.

04/03/2018

Dando a volta por cima

Havia tristeza nos olhos de Eva. Ela adentrou a casa da amiga e chorou, sentada na cozinha.

Entre um gole de chá e lágrimas, contou que seu filho David havia telefonado naquela manhã.

Era véspera do Ano Novo. Eva e o marido estavam programados, como todos os anos, para visitar no dia 10 de janeiro, o filho e a nora.

Mas o telefonema fora para pedir justamente que eles não fossem.

David e a esposa diziam precisar descansar, se recuperar do período de festas e pediam para não serem visitados. Precisavam respirar.

Eva não se conformava:

Que história era aquela de que precisavam se recuperar para receber pai e mãe? Respirar? Isso queria dizer que ela e o marido eram um estorvo, um incômodo quando visitavam o filho?

E o que aborrecia ainda mais era pensar no seu marido. Ele desligara o telefone, e fora para seu quarto sem dizer palavra. Estava arrasado.

A amiga a ouviu. Serviu mais um chá e aconselhou: Amanhã, quando você telefonar para ele, diga que você ficou decepcionada e triste.

Eva se espantou: Quem disse que eu vou ligar? Ele se quiser que telefone. Sabe o número do nosso telefone.

Havia doçura na voz da amiga. Também ponderação e carinho quando voltou a aconselhar:

Eva, você não vai deixar de amar o seu filho porque ele a magoou. Você é mãe.

E, além do que, pense que nenhuma de nós está f**ando mais jovem. Não percebe como o tempo escorrega por nossas mãos?

Que importa de quem é a vez ou o dever de telefonar? Se fôssemos viver 400 anos, talvez nos pudéssemos dar ao luxo de esperar que o outro telefone. Mas, do jeito que as coisas são...

Eva foi se acalmando. E, por fim, concordou em que o melhor era dar a volta por cima.

Além do que, finalizou, eu não suportaria não falar com meu David no Ano Novo.

E um grande abraço selou uma vez mais a amizade das duas almas.

* * *

Seria muito saudável se, ante crises familiares, pudéssemos contar com pessoas assim amigas. Pessoas que nos recordassem que a vida é breve, que tudo passa.

Passa a alegria, passam as tristezas.

Seria bom ter amigos que nos lembrassem que a vida é muito curta para se desperdiçar em mágoas e picuinhas.

Hoje se está aqui, amanhã podemos não nos encontrar mais. E o que f**a, com o vazio da ausência, é um grande remorso que corrói e destrói.

Por que não pedi desculpas? Por que não perdoei? Por quê...?

Não percamos as horas de ser felizes porque alguém foi infeliz em uma frase. Ou indelicado em suas expressões.

Ou ingrato, ou mau.

Sejamos sempre aquele que perdoa, acolhe, abraça. Com essa atitude, com certeza, quebraremos resistências, criaremos clima de harmonia e seremos felizes.

Porque ser feliz é ter consciência de que não demos causa a distanciamentos familiares, nem colocamos nuvens escuras nos relacionamentos.

Ser feliz é viver cada dia, todos os dias, semeando afeições, entendimento, estreitando laços.

Pensemos nisso.

03/03/2018

Recomeçar sempre

Os dias turbulentos que vivemos na Terra exigem coragem interior para superá-los de maneira digna.

São atentados de toda a sorte, praticados inesperadamente em pontos jamais imaginados, fazendo com que a descrença e o desânimo se acerquem dos desavisados.

São abusos da ingenuidade de muitos, que estarrecem.

São aberrações em nome da arte, que confundem e assustam.

São dias de tormentas morais, desafios éticos, sacrifícios que se apresentam, testando a capacidade de nos mantermos em pé.

Frente a tantos desafios, muitas vezes nos fechamos para a realidade, pensando estar tudo perdido neste mundo.

Com isso, multiplicamos o número dos desanimados, dos pessimistas, chegando a cogitações extremas de desejar o afastar da vida.

Por mais que o mundo nos deixe perplexos com seus desatinos, cabe-nos manter o Cristo presente em nossas decisões.

Dessa forma, por maiores sejam as provocações; por mais difícil seja o levantar; por mais amargo seja o cálice a ser sorvido; por mais árduo se apresente o desafio de viver; por mais feridos se encontrem nossos joelhos, é importante ter em mente que estes são os dias das provas maiores que, bem suportadas, nos capacitarão a grandes conquistas individuais e coletivas.

São chances de colocarmos em prática as lições aprendidas ao longo da nossa jornada evolutiva, oportunizando o tão necessário crescimento na direção da luz.

Nada supera a bênção sagrada de estarmos vivendo o momento presente, quando a Terra atravessa o período de sua transição para um mundo melhor.

Diariamente Deus nos acompanha, oferecendo-nos a oportunidade de recomeçar de cabeça erguida.

Tropeçar e cair é para qualquer um mas, levantar-se e continuar é para os destemidos.

Viver superficialmente qualquer um vive, mas enfrentar as agruras, e continuar na vida é para os persistentes.

Todos corremos o risco de tombar com a ventania, mas vergarmos com ela e nos restabelecer, pondo-nos novamente de pé é para os corajosos, para aqueles que confiam em Deus.

Perder amores, bens e atividades pode ser comum a muitos, mas firmar os pés e a mente no sentido de prosseguir recomeçando, é para os que têm fé e não desistem.

* * *

Deus sempre nos convida ao recomeço.

A esperança deve ser nossa companheira em todos os desafios da vida.

O Pai nos auxilia dotando-nos de vontade, de força, de coragem e resistência, para que as utilizemos na caminhada.

A vida nos convida à permanência construtiva em nossos deveres sem esmorecer.

Cada nascimento assinala que um Espírito reinicia sua jornada evolutiva na Terra.

A natureza nos exemplif**a, constantemente, a lição do recomeço.

Após a tempestade, a atmosfera se renova e o sol volta a brilhar.

A árvore, após a poda, reverdece e frutif**a.

A lagarta após a hibernação no casulo, ressurge como a borboleta que alça voos suaves sobre as flores.

A lua jamais interrompe seu périplo ao redor da Terra. Ressurge a cada anoitecer, prestando seu serviço e mostrando sua beleza.

Tudo ao nosso redor nos convida a seguirmos as sagradas leis.

Desistir da vida – jamais!

Recomeçar – sempre!

02/03/2018

Educando nossos pequenos

Quando o pai de Blaise Pascal entrou no quarto do menino e viu o soalho tomado por barras e rodas, não o puniu.

Indagou-se o que seria aquilo tudo. Em verdade, rodas e barras eram círculos e as linhas retas da geometria.

Logo mais, o garoto provaria que a soma dos ângulos de um triângulo perfaz dois retos, resolvendo num passatempo, o trigésimo segundo teorema de Euclides, cujo nome ele ignorava.

Quando nos encantamos com os tantos inventos de Leonardo da Vinci; quando vemos os tantos esboços que fez em papéis e mais papéis; quando lemos a respeito da sua precocidade, sua genialidade, que parecia não poder ser contida, não deixamos de pensar o que teria sido daquele menino se seu pai não tivesse prestado atenção àquilo tudo.

O genitor reuniu alguns dos trabalhos de Leonardo e os encaminhou para o escultor, ourives e pintor Andrea Del Verrocchio, figura de grande importância no âmbito das artes.

Isso fez com que Leonardo fosse admitido na sua oficina, como aprendiz. Estava aberto o caminho para a expressão da sua genialidade.

Lemos que uma criança de seis anos utilizou a parede da sala de estar para desenhar uma casa.

Isso não é novidade. Crianças de diferentes idades, em um momento ou outro, resolvem pintar a parede da casa dos pais.

A questão é como a família reage. Normalmente, os pais fazem o filho limpar a bagunça para que nunca mais torne a fazer nada semelhante.

Bom, o pai do garotinho, ao encontrar a simpática casinha desenhada, ficou imaginando o que diria sua esposa. E o que ela faria.

A atitude foi, no mínimo, inusitada. Ao ver o desenho, ela emoldurou o que considerou uma obra de arte e transformou a sala da família em uma galeria.

Além da tradicional moldura, a obra do pequeno recebeu uma placa de identif**ação, como nos grandes museus.

Na primeira linha, o seu nome e a data do seu nascimento. Na sequência, o título da obra prima: Casa interrompida. E o ano da sua criação, 2017.

Naturalmente, não podia faltar o material utilizado para a pintura: Canetinha em pintura de látex. Dado aos seus pais, de surpresa, em 13 de novembro.

O que terá pensado essa mãe? Talvez tenha cogitado ser a primeira expressão de um grande pintor.

Ou talvez não tenha querido frustrar a primeira tentativa, desejando incentivá-lo a prosseguir na sua arte. Com certeza, lhe providenciando material devido para isso.

O que chama a atenção, contudo, não é o fato de uma parede da casa ter sido pintada dessa forma.

O que sobressai é que essa mãe pensou mais no filho do que no que é material e pode ser lavado, substituído, arrumado.

É nesse sentido que o gesto merece ser analisado. É de nos questionarmos como temos considerado as peraltices dos nossos filhos.

Será que somente os temos podado em suas ações ou temos parado um pouco, observado e tentado verdadeiramente entender para educar de forma adequada?

Educar requer tempo, dedicação, atenção. Atenção ao que o filho fala, escreve, cogita, às ideias que expressa.

Quantas vezes temos, simplesmente, levado à conta de tolices tanto do que diz, do que faz?

Eis uma boa oportunidade para nos indagarmos: Estamos nos preocupando, verdadeiramente, com a educação do nosso pequeno?

Estamos ouvindo-o, observando-o, descobrindo o de que ele verdadeiramente necessita para se tornar um bom cidadão, um homem para o mundo?

Pensemos nisso.

02/03/2018

todos contra a depressão

01/03/2018

Para toda a vida
A cena é quase trágica: em casa, na cama, uma mulher de setenta e seis anos, no meio de uma sala apertada, cercada por parentes.

Eles a visitam, trazem presentes, desejam ofertar seu gesto de solidariedade.

Misturada a aparelhos hospitalares, com um respirador preso ao rosto, ela parece se despedir de todos.

Em meio a esse panorama, uma visita especial altera profundamente o clima ambiente.

Outra senhora, mais idosa ainda, escala com muita dificuldade os poucos degraus da entrada da residência humilde.

Ela precisa de ajuda para caminhar. Algo que se assemelha a uma filmagem em câmera lenta, pois os poucos passos levam uma eternidade.

Seu objetivo é chegar ao leito da enferma.

As pessoas f**am em silêncio. O momento pede atenção e respeito.

Ouve-se então a voz emocionada da moradora doente: Mãe! Mãe!

Ela não segura a emoção ao ver sua mãe, de noventa e oito anos, caminhando em sua direção. Estavam sem se ver há cerca de um ano, pois ambas não podiam deixar suas casas.

Os próximos segundos são daqueles que só o coração consegue descrever. Quando ela chega finalmente à cama da filha – uma espécie de vitória – elas se abraçam e choram.

Talvez ninguém perceba, mas naquele instante as duas rejuvenescem. São novamente mãe e bebê, mãe e filha menina que precisa de colo, de carinho.

* * *

São muitos os exemplos dessas mães para toda a vida.

Mães que deixam seus rebentos tomarem os barcos e saírem mar adentro, sozinhos, ou com suas novas tripulações, mas que permanecem em terra, como faróis luminosos a guiar os viajores amados durante toda a existência.

Mães que recebem os filhos de volta ao lar, quando suas naus são destroçadas pelas tormentas devassadoras dos dias.

Mães que oferecem abrigo ao coração para que esse tenha tempo de se reconstruir e retornar mais forte ao oceano da vida.

Mães de filhos deficientes que não podem soltar os barcos em absoluto, e que passam a navegar ao lado deles por toda a existência.

Mães que nunca desistem, que nunca deixam de acreditar e que por isso se assemelham tanto ao Criador.

Mães que viram os filhos aparentemente desaparecer no horizonte conhecido, como num adeus, mas que continuam mães de amor, sabendo que chegará o dia do reencontro – apenas num mar diferente.

* * *

A maternidade é a oportunidade de conhecer o amor num grau fabuloso. É a chance de se dar por inteiro sem exigir troca.

É a prova da renúncia completa. É a lição suprema para sermos menos eu e mais nós.

Se você é mãe, essas linhas são para você.

Se você não pôde conhecer a maternidade, não perca a chance de apreciá-la ao seu redor, como um bom ouvinte aprecia o canto de um sabiá, ou como um bom observador se encanta com os raios de sol por entre as árvores num fim de tarde qualquer.

Amor de mãe é obra da natureza. E toda natureza está aí para nos ajudar e para que aprendamos com ela sempre.

A mãe natureza é também mãe para toda a vida.

Endereço

Vargem Alta, ES
29295000

Telefone

28999024721

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