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25/04/2014

UM PROBLEMA SÉRIO

Nos últimos tempos, tanto do lado de Maputo como da Catembe quando os ferry-boats estão à sair há pessoas que mesmo vendo correm para saltar e entrar na tentativa de não ficar em terra e como as coisas não são tão fácies acabam por escorregar e cair. Caso concreto foi a morte de um homem de aproximadamente 40 anos de idade que em plena sexta-feira santa (18 de Abril) acabou por perder a vida neste cenário de corridas. Vendo o ferry-boat BAGAMOYO a sair para Maputo, mesmo assim quis arriscar e correu e ao ancorar-se numa das partes escorregou e caiu do lado da Catembe por volta das 10H da manhã. De imediato, ainda se lançaram cordas mas foi em vão uma vez que a parte por onde caiu é funda. O corpo só foi removido no domingo (20 de Abril) a tarde quando lhe viram a flutuar na parte da dragagem

25/04/2014

CIDADE DE PEMBA EM ESTADO DE ALERTA
Surto de dengue em Moçambique

A cidade de Pemba vem registando casos de dengue desde finais do mês de Março. Conforme dados fornecidos pelas autoridades sanitárias, ainda não há registo de óbitos, no entanto, foram registados 16 casos confirmados e 21 suspeitos em bairros como Natite, Ingonane, Cariacó e Alto Gingone.
De referir que à semelhança da malária, a dengue é provocada pelo mosquito, entretanto, a diferença é que no caso de dengue trata-se de mosquito que se desenvolve em água aparentemente limpa, guardada em reservatórios ou outro tipo de utensílios domésticos. Enquanto isso, o mosquito que provoca a malária é encubado em águas estagnadas e turvas. Os sintomas da dengue são febres altas, fortes dores de cabeça, dores de vista, dores nas articulações, náuseas e vómitos. Alguns pacientes, passados dois ou três dias começam a ter sangramento pela gengiva, nariz e pele. Como prevenção deve evitar-se deixar água limpa estagnada em reservatórios não tapados.

15/04/2014

Na afirmação da Mulher Moçambicana nas Artes

Likute um exemplo de arte

Na perspectiva de valorizar a mulher moçambicana nas artes e cultura da pérola do indico, destacamos o agrupamento Likute, um exemplo de jovens mulheres de diferentes zonas da Cidade de Maputo com influências tradicionais bastante ricas, que se espelham na junção das varias artes que as mulheres moçambicanas executam num único palco afirmando o seu contributo na sociedade cultural.

Anteriormente composta por quatro mulheres com raízes culturais de diferentes regiões de Moçambique, em sua maioria do sul do país, e que formara a banda de modo à valorizar os ritmos genuinamente moçambicanos.

A banda LIKUTE, surge na perspectiva de buscar a afirmação das mulheres como uma referência obrigatória no cenário musical nacional, deslumbrando suas vozes no estilo “AFRO FUSION“, denotando uma perfeita combinação entre os instrumentos tradicionais, com destaque para a mbira, hudo, batuques, xigovia e os convencionais como baixo, guitarra, teclado, sempre aliados a poesia e dança.

Em finais do ano passado, a nossa banda de cartaz promoveu um concerto especial em homenagem a uma das integrantes da banda, por sinal a fundadora da mesma, de nome Lídia Mate falecida em Abril do ano acima referido.

O concerto-homenagem visava na luta da mulher pela integração social através da expressão artística e cultural.

Em sua afirma nas artes moçambicanas, estas foram convidadas desde a sua fundação (2006), a participam em um filme de realização espanhola, de curta-metragem em homenagem a Josina Machel, de seguida a um projecto da Embaixada Espanhola em Moçambique, onde realizam concerto alusivo à mulher moçambicana na Cadeia Feminina de Ndlavela, em 2010.

No mesmo ano, a banda fez sua primeira digressão internacional, com livre transito a participação no Festival de Cinema Africano em Tarifa – Espanha.

Moçambique se torna particular na sua diversidade de actividades, que compõem uma infinidade de etnias e culturas que fazem com que a sua música apresente a harmonia, em ritmos e alegria.

15/04/2014

Dando segmento ao ciclo da 2ª Edição Cinema Africano

“Impunidades Criminosas” em estreia no Scala

Na sequência do desenrolar da 2ª edição do cinema africano em Maputo, um filme de ficção em longa-metragem, intitulado "Impunidades Criminosas", uma história baseada em factos reais, com enfoque para a violência e libertação de Sara, mulher que mata o marido, assinada pelo cineasta Sol de Carvalho, estreia esta quinta feira no Cine teatro Scala, pelas 19 horas.
Interpretado por Esperança Naiene , a actriz principal, Lucrécia Paco, Breznev Matezo, Eliot Alex, Paulo Guambe, Timóteo Maposse, Abdil Juma, Graça Silva, Mário Mabjaia, entre outros, Impunidades criminosas é uma ficção cuja história, baseada em factos reais centra se na personagem de Sara, interpretada pela actriz esperança Naiene, farta de maus tratos e decide fazer justiça pelas próprias mãos, matando seu marido a fim de aliviar a sua dor e se livrar do tormento que se instalou em sua vida.
Na realidade, Sara passara maior parte de sua vida na cadeia depois de ter morto o marido, onde por sua vez escreve à sua filha, uma carta rememorando a sua vida passada, revelando por si so o crime que cometeu. Sara e Chiquinho Paixão chefe da gang, na qual Armando pertencia, passam noites e noites atormentados pelos fantasmas de Armando, marido da actriz em destaque.
Nesse segmento, o chefe Paixão decide investigar o desaparecimento de Armando, chefe esse líder e forte, qualidades essas que o marido de Sara nunca possuiu, facto que a faz sentir uma mescla de medo, admiração e até desejo pelo ele.
O fantasma do marido visita-a e invade a sua vida para a culpabilizar e humilhar, e desta feita a louca do bairro aparece-lhe por várias vezes, persuadindo a de modo a se libertar espiritualmente dos fantasmas que a atormentam.
Assim, o seu crime é relembrado por sonhos e visões, na qual sara não consegue fugir, porem tudo se modifica drasticamente quando se aproxima do chefe Paixão.
Entretanto, o filme "Impunidades Criminosas" recebeu uma menção honrosa no FESTin, festival de Cinema Itinerante da Língua Portuguesa, que decorreu nos dias 2 e 9 de Abril na cidade de Lisboa, Portugal.
Esta foi a quinta edição do FESTin que ficou marcada pela forte presença de 47 filmes brasileiros em competição, sendo que "Cores", filme de estreia do realizador brasileiro Francisco Garcia e o documentário português "De Armas e Bagagens", de cana Maria Delgado, foram os grandes vencedores.

15/04/2014

De volta aos palcos do Avenida
Mutumbela Gogo encena
O grupo teatral Mutumbela Gogo, no seu leque de encenações, repõe aos finais de semana do mês curso, a peça teatral “os meninos de ninguém”, que foi um marco importante para país e o estrangeiro, nos princípios da década de 1993. E, desde os seus 28 anos de nascença, o Cine Teatro Avenida será palco desta grandiosa peça que por várias vezes lotou a casa acima referida.
Um clássico de várias peças teatrais, “Os Meninos de Ninguém”, que alcançou seu mérito durante o Festival de Teatro da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), em Maputo na década de 1997, voltara em cena, de modo a fazer as loucuras dos amantes do teatro moçambicano.
Inicialmente, encenado por Manuela Soeiro e Henning Mankell, agora a cargo de Graça Silva, o elenco esta renovado com a participação de jovens actores jovens como Arlete, Mazuze, Mambucho, Mabote e Flávio que se juntarão as integrantes da equipa anterior.
Graça Silva, afirma que a reencenação de “Os Meninos de Ninguém” surge, em resposta pedidos insistentes do público amante do grupo, que se quer reencontrar com uma peça que muitas alegrias trouxe para o teatro moçambicano. Por outro lado, acrescenta o facto de se tratar de uma chamada para um problema concreto da nossa sociedade, que é o das crianças da rua, matéria de que a obra trata.
Moçambique é um país que hoje, ainda é considerada uma das mais pobres do mundo, onde a miséria criada pela guerra é, por sua vez, uma fértil produtora de violência e desumanidade, onde sonhara por um futuro melhor, nessas circunstâncias, é um luxo.
“Ainda hoje, existem muitas crianças nas ruas, condenadas à periferia, sujeitas à condição de mendigo de outras nações. As crianças para nós são como flores, portadores de sonhos, mas nesta peça elas são, na verdade um pesadelo de todos nós” ­ acrescentou Graça Silva.
Nessa sequência, “Os Meninos de Ninguém” estará em cartaz no Teatro Avenida durante os meses de Abril e Maio, podendo ser vista aos sábados e domingos.

14/04/2014

SIBINDY RECORDA PASSADO
No ano passado, o líder da Renamo, Afonso Dhlakama, rejeitou a nossa audiência em Satunjira. Mas, no referido momento, levávamos para lá uma solução muito prática que até não havia necessidade de hoje importar observadores internacionais como mediadores. A Renamo devia apenas ser dada oportunidade de sugerir três a quatro nomes da sua confiança para governação no caso de Ministros de diversas áreas e o Presidente da República eleito nomeava os ministros e respectivos vice-ministros tanto da Renamo como Frelimo e, assim sucessivamente, nomeavam outros quadros sempre no mesmo diapasão como forma de garantir a segurança e não criar feridas para ambas partes no processo. Diferentemente do que está a acontecer hoje, em que as condições de desarmamento da Renamo aguçam o perigo – porque até no tal momento do desarmamento, a Renamo apresentará maior efectivo de homens armados que o Governo. “Quando os homens armados da Renamo voltam para as palhotas, Dhlakama vai novamente buscá-los. Teremos um exército cuja maior proveniência é da Renamo, em contrapartida, os jovens do exército moçambicano despertaram devido às mortes arbitrárias e naturalmente são poucos nas fileiras”. Facto curioso, é que o conflito entre a Frelimo e a Renamo apenas interessa esses dois partidos e não os outros existentes uma vez que eles estão a arrastar todo o processo até a boca das eleições. Ao invés de adiar as eleições para outra altura, uma vez que a maioria dos partidos não está preparada para o efeito, usam fogo para resolver as suas diferenças existentes.
ENQUANTO ISSO...
Outro filme de curta-metragem no processo é Filipe Nyusi que não está preparado para as próximas eleições de Outubro próximo, razão pela qual o chefe de Estado anda de “saia justa”, de um lado para o outro, de forma “arrasca” a apresentar às populações numa clara campanha eleitoral típica de Armando Guebuza. Quanto a Afonso Dhlakama, este apenas tem pouco trabalho e consiste em explicar publicamente aos moçambicanos o porquê de ser vítima de ataques das FDS e as mortes sistemáticas de pessoas em ataques armados no país.
Entretanto, 15 de Outubro próximo, como data das eleições gerais, é uma música para entreter a opinião pública e, sobretudo, os moçambicanos – o céu está totalmente limpo e aberto e sem previsão para eleições, por isso a Frelimo e Renamo deviam adiar as mesmas.

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